Engajamento da equipe. Entenda por que ele é importante e como fazer

 


Trata-se de um trabalho fundamental do líder, mas que por diversas razões alheias à nossa vontade às vezes fica a desejar

 

Engajar e motivar a equipe é o papel de qualquer empresário que queira colher bons resultados para o seu negócio. A primeira dica de José Paulo Albanez, coordenador Estadual de Reparação Veicular e Comércio de Autopeças do SEBRAE-SP, está na comunicação interna. “Quando há desinformação, o colaborador tem dificuldade em prestar um bom atendimento, o que pode gerar  insatisfação nos clientes”.

 

Outro ponto importante e necessário, diz ele, é ouvir quem faz parte da equipe. “É preciso que os gestores se mostrem acessíveis ao seu time, aumentando a confiança em seus colaboradores e estabelecendo uma comunicação efetiva. Incentivar e receber feedbacks sobre pontos de melhoria no atendimento, afinal, quem melhor para conhecer seus procedimentos do que os atendentes?”.

 

 

Ele destaca que um funcionário com acesso às informações necessárias tem mais satisfação no trabalho e torna-se mais produtivo. “Portanto, é muito importante adotar medidas para melhorar a comunicação interna, otimizando a troca de conhecimento entre os colaboradores e disponibilizando meios para ouvir seus colaboradores”.

 

Ferramentas – Também para engajar a sua equipe e obter um melhor planejamento para sua empresa, utilize como ferramenta a criação de metas. “Estabeleça objetivos claros, dimensionáveis e com parâmetros de desempenho bem especificados, como, por exemplo, atraia uma quantidade de novos clientes todo mês, reduza um percentual de retrabalho, evite retorno do cliente, que sempre gera custos para a empresa e insatisfação nos mesmos. O SEBRAE pode ajudar o empresário  na identificação e elaboração das metas nas consultorias”.

 

Indicadores – Quando há metas bem definidas, Albanez explica que fica mais fácil perceber quais são as ações que devem ser tomadas para alcançar os objetivos. “Os indicadores podem ser os mais diferentes possíveis, porém, não podem ser muitos, pois corre-se o risco de exigir muitos controles e se tornar disperso para o grupo. O ideal seria apontar três indicadores, no máximo. Alguns exemplos, mencionados anteriormente, são: obter novos clientes, reduzir retrabalho e aumentar o ticket médio”.

 

Motivação – Nas palavras de Albanez, no dia a dia empresarial, é comum não percebermos alguns detalhes que são vitais, como o reconhecimento do bom desempenho da equipe. “Pequenos gestos, como um “parabéns, time”, podem gerar impacto positivo nos resultados pretendidos. Recompense o bom comportamento e ele se repetirá”. Mas com alguns pontos de atenção.

 

“Não precisa virar uma “máquina de elogios”, mas sim enfatizar aquelas atitudes e rendimentos mais cruciais para alcançar os objetivos da empresa estabelecidos. Esta apresentação mensal é fundamental, para que todos se sintam responsáveis pela obtenção dos resultados positivos ou que ainda não estejam adequados”.

 

Dicas – Segundo Albanez, não foque no desempenho da equipe, mas também no individual. Gratificações em bônus, treinamentos, igualmente são outras recompensas interessantes para engajar o time. “Identifique o que sua equipe considera mais significativo, para estabelecer a gratificação adequada”.

 

Por fim, ele destaca que o sucesso da empresa depende de o gestor saber como engajar a equipe em seus objetivos e cultura, e do colaborador seguir adequadamente os processos e a cultura da organização. “Para isso, é preciso aplicar algumas estratégias que motivam os colaboradores, tornando-os mais felizes e produtivos. O empresário de sucesso precisa ter como objetivo incluir em uma de suas metas como gestor montar um time de alta performance!”.

 

Engajamento

 

Na Power Class, em São Bernardo do Campo (SP), Nilson Patrone diz que o engajamento da sua equipe, formada por cinco profissionais, se dá pelo envolvimento total que ele tem na oficina. “Eu trabalho junto, participo de tudo e quando há algum problema, nós resolvemos juntos. Nós temos uma cumplicidade e um vínculo de amizade muito bacana aqui na oficina”.

 

Em conjunto, ele conta que a produtividade é medida no dia a dia. “Não temos uma medição para isso, pois a minha oficina é pequena e eu vejo tudo o que está acontecendo aqui. É um trabalho muito eficiente, pois todos os setores funcionam, a produtividade está nas mãos dos meus funcionários, mas eu também como gestor trabalho em cima de eficiência, pois sei quanto tempo demorará para fazer determinado serviço. Eu meço a produtividade, simplesmente olhando para ele, pois acompanho tudo. É uma cumplicidade que é bom para mim e para eles. Estamos sempre juntos”, conclui.

 

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Revista Reparação Automotiva Edição 141

29/05/2020

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