Como é a recarga de carros elétricos? Desmistifique mitos sobre esse assunto.

25/03/2020

 

 

Veículos elétricos já são realidade no Brasil. No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre eles, principalmente quanto à forma de recarregá-los.

 

O carro elétrico já não está em um futuro tão distante assim - inclusive no Brasil. Apesar da visibilidade que esse tipo de veículo vem ganhando, ainda existem muitas dúvidas sobre ele. Mitos sobre como recarregar carros elétricos, por exemplo, ainda geram questionamentos do consumidor, como a possibilidade de recarregar em casa ou encontrar carregadores elétricos em lojas especializadas.

 

Patrícia Rocha, supervisora de vendas da Loja Elétrica - que fornece carregadores para esse tipo de veículo, explica que o processo de carregamento é mais simples do que parece. “Muitos clientes deixam de comprar os carros elétricos por desconhecerem o produto e imaginarem que vão ter mais trabalho no carregamento”, diz.

Entretanto, segundo ela, o mercado está aquecido. Em 2019, as vendas do produto na Loja Elétrica tiveram um aumento de 266% em comparação a 2018 e expectativa é dobrar neste ano.

 

 

Então, o que o consumidor precisa saber?

 

1.    É possível recarregar o carro em casa, mas consome muita energia.

Verdade! É possível adquirir o carregador (EV Charge) para uso individual (WallBox) ou na modalidade coletiva para uso no condomínio residencial (Parking). Sem dúvidas, haverá um gasto a ser considerado. Entretanto, ele será compensado ao comparar com o valor do abastecimento por combustível fóssil. “Uma carga completa em casa chega a custar aproximadamente 1/3 do valor de um tanque de gasolina”, diz Patrícia.

 

2.    A bateria vicia.           

Mito! Os fabricantes de veículos e também de baterias têm trabalhado em tecnologias que resolvem essa questão. “Ainda assim, é importante ressaltar que o uso do Carregador de Veículo Elétrico (EV Charge) é essencial para manter a vida útil dessas baterias”, pondera.

 

3.    A bateria dura pouco.

Mito! Depende do que se considera “pouco”. Se o fabricante informar que o carro tem autonomia de até 600Km, após a carga completa da bateria, ele irá rodar cerca de 600Km até precisar de uma nova recarga. Além disso, os fabricantes estimam que as baterias tenham vida útil mínima de 10 anos, se utilizadas adequadamente.

 

4.    É possível utilizar Tomada Elétrica Residencial comum.

Verdade! Mas é um risco. As tomadas no padrão brasileiro possuem uma corrente disponível de 10A e 20A, que são inferiores à carga para recarregar o veículo. O circuito utilizado também não é exclusivo para essa aplicação e poderá haver o risco de uma sobrecarga ou curto-circuito na instalação elétrica

 

5.    Em dias de chuva, há risco de choque ao recarregar o veículo.

Mito!  O Veículo Elétrico e o Carregador Elétrico (EV Charge) possui tecnologia e circuito elétrico e eletrônico de ponta. “Os fabricantes recomendam um quadro de proteção associado composto pelo Disjuntor DR e Proteção de Surtos que oferecem segurança adicional ao usuário”, comenta Patrícia.

 

6.    É difícil achar pontos de recarga.

Mito! Hoje as cidades estão mais preparadas para esse mercado. A Loja Elétrica, por exemplo, colocará um ponto de recarga em cada uma de suas sete filiais. “Além disso, existem app’s que indicam pontos públicos como shoppings, eletropostos e empresas e facilitam essa comunicação”, diz.

 

7.    Dá para levar o carregador para onde for

Verdade! Existem soluções portáteis, mas que não possuem a proteção associada e, por possuírem uma potência mais baixa, demandam um tempo maior para completar a carga. É uma solução paliativa para viagens de longa distância que não possuem pontos de recarga no trajeto.

 

8.     Demora muito para a carga completa

Mito! Depende da capacidade e tecnologia do veículo, como também da potência disponibilizada pelo Carregador (EV Charge). Isso pode variar de 20 minutos (Eletroposto de 350Kw) nas estradas,  de 2h até 8h no padrão residencial (Wallbox a partir de 3,4Kw). “Normalmente o usuário não deixa a carga zerar, a maioria das recargas são parciais, o que reduz o tempo parado para abastecimento”, diz Patrícia.

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