Curso de Mecânica para Mulheres, da Escola do Mecânico, terá versão pocket gratuita para jornalistas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

07/02/2020

Indicado para quem quer conhecer um pouco mais do misterioso mundo automotivo, o curso mostrará noções básicas de mecânica para que as mulheres nunca mais sintam-se despreparadas ao lidar com seus veículos 

 

 

Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico: mulheres aprendem rápido a reconhecer problemas automotivos

 

Dificilmente, uma mulher não desconfia quando seu carro tem um problema e lhe é apresentado um orçamento para conserto. “Será que realmente preciso trocar essas peças? O defeito é esse ou estou sendo enganada?”. As dúvidas, comuns e totalmente explicáveis, fazem parte do fato de que as mulheres não recebem treinamentos para lidar com situações corriqueiras, que podem acontecer com o veículo de qualquer uma delas. “A manutenção correta do veículo deve ser feita no prazo certo e muitas mulheres não têm ideia de como realizá-la, dependendo de um homem para apoiá-la nessa tarefa. Quando acontece um problema maior, muitas se desesperam”, comenta Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico, uma rede com 33 unidades que ensinam mecânica de autos, motocicletas e caminhões a homens e mulheres de todas as idades.

 

No dia 12 de março, a Escola do Mecânico realizará, na capital paulista, um evento comemorativo do Dia das Mulheres. A ideia é reunir jornalistas para uma versão pocket de um curso de Mecânica para Mulheres, em dois horários, a escolher: das 10h às 12h30 ou das 14h às 16h30. “Queremos que as mulheres jornalistas também parem de passar por situações que as constranjam, na hora de levarem seus carros ao mecânico”, explica Sandra.

 

A ideia surgiu porque um curso bastante procurado na Escola do Mecânico é o Mecânica para Mulheres. Em conteúdo, ele não se diferencia em nada do curso de Mecânica Automotiva completa, mas a forma como eles são administrados é diferente e a empresa tem vários motivos para fazer essa distinção.

 

“Muitas são as jovens que procuram informações em nossas escolas, desejando aprender a profissão de mecânica. Mas, ainda existe o preconceito contra a mulher em profissões consideradas masculinas e elas, por não terem algum conhecimento na área, temem que os colegas de classe as discriminem. Quando sabem que existe a possibilidade de fazer um curso no qual 100% da turma é feminina e a preferência é por instrutoras mulheres, ficam bem mais tranquilas”, explica Sandra Nalli, fundadora da Escola do Mecânico.

 

Na versão pocket do curso para jornalistas, elas entenderão o que é oferecido no curso Mecânica para Mulheres, numa breve explanação, mas a ideia não é a de convencê-las a fazer o curso. “O nosso foco será outro: queremos ensinar às jornalistas alguns macetes, na hora de identificar problemas e suas possíveis soluções. Por exemplo, sempre precisamos trocar o disco de freio, quando substituímos as pastilhas de freio? E que tipo de óleo de motor precisamos usar? Quantas libras são necessárias para calibrar os pneus? E a bateria, quando se troca e por qual modelo? O que as luzes do painel podem indicar? Como uma mulher consegue trocar um pneu? O que são velas e correia de freio? A nossa intenção é que elas não se sintam enganadas e saibam identificar peças básicas, seus possíveis defeitos e o que pode surgir deles”, diz a profissional.

 

Mulheres já são 15% das alunas da Escola do Mecânico

Cerca de 15% dos alunos da Escola do Mecânico são mulheres. Apesar de o segmento ser considerado masculino, elas se dão bem nele e conseguem empregar-se. A própria Sandra Nalli iniciou sua carreira em uma oficina mecânica aos 14 anos, como Menor Aprendiz. Aos poucos, desenvolveu uma trajetória brilhante, até ser gerente do maior centro automotivo da rede à qual pertencia, em Campinas (SP). Posteriormente, fundou a Escola do Mecânico a partir de um projeto social que desenvolvia com meninos da Fundação Casa. “Por muitas vezes, fui questionada sobre minha capacidade e precisei provar que entendia do assunto”, lembra. “Por isso, hoje, quando uma mulher deseja fazer o curso e tem receio, recomendo que comece numa turma feminina, para depois perder o medo e desbravar outros cursos, já confiante de sua capacidade técnica”, comenta.

A Escola do Mecânico orgulha-se de ter empregado muitas mulheres, em oficinas de todos os portes. “Por meio do Emprega Mecânico, nosso site de empregabilidade, no qual ligamos vagas de empregos aos nossos alunos e ex-alunos, temos empregado mulheres em locais renomados. É muito bom ver que o preconceito tem diminuído graças à competência feminina. Temos tantos cases, inclusive de mecânicas de motocicletas, que nosso orgulho só aumenta, ano a ano”, diz Sandra.

 

E, garante ela, as mulheres querem mais: elas já somam 15% de todos os alunos matriculados nos cursos da Escola do Mecânico, rede com 33 escolas especializadas em cursos de mecânica de autos, motocicletas e caminhões.

 

Serviço

Curso pocket Mecânica para Mulheres – exclusivamente para jornalistas

Data: 12 de março de 2020

Local: Escola do Mecânico do Jabaquara

Endereço: Rua General Daltro Filho, 2 – Jabaquara

Horários: Das 10 às 12h30 ou das 14h às 16h30 

É necessário confirmar presença com a assessoria de imprensa, porque as vagas são limitadas e será feito um kit para cada participante.

 

 

Planos para 2025

A Escola do Mecânico já faz planos para 2025. “Queremos ter 219 escolas, em 158 municípios. Essa meta pode não se concretizar até 2025, mas desejamos estar bem perto dela, lá. Trabalhamos duro para isso e sabemos que há chance de conseguirmos impactar a vida de muitas pessoas com nosso trabalho”, enfatiza.

 

Atualmente, a rede conta com 30 escolas, em Campinas (SP, com duas unidades); Salvador (BA); São Paulo (SP, com seis unidades); Sorocaba (SP); Ribeirão Preto (SP); Sumaré (SP); Jundiaí (SP); Americana (SP); Santo André (SP); S. Bernardo do Campo (SP); Itaquaquecetuba (SP); Taubaté (SP); Guarulhos (SP); Piracicaba (SP); Limeira (SP); Santos (SP); S. José do Rio Preto (SP); S. José dos Campos (SP); Curitiba (PR); Recife (PE); S. José (SC); Mogi Guaçu (SP); Mogi das Cruzes (SP); Hortolândia (SP); Osasco (SP); Uberlândia (MG) e Porto Alegre (RS).

 

A Escola do Mecânico também busca a excelência. Parcerias com marcas especializadas no setor automotivo, que podem aprimorar o conhecimento e oferecer melhores cursos e capacitações, faz parte do cotidiano da rede. Atualmente, a Escola do Mecânico oferece os cursos de Linha Leve, Linha Pesada e Motocicletas. A empresa possui um Centro de Capacitação Profissional com capacidade para atender 900 alunos.

 

Em Linha Leve, são oferecidos cursos de: Mecânica Automotiva Completa; Elétrica e Injeção Eletrônica; Motor Ciclo Otto e Transmissão Manual; Sistema de Rodagem, Suspensão e Freios; Instalação de Som e Acessórios Completo; Lubrificação e Troca de Óleo; Mecânica para Mulheres; Ar-condicionado Automotivo; Alinhamento de Direção 3D, Computadorizada e a Laser; Gestão de Negócios para o Segmento Automotivo; Consultor de Vendas Automotivas.

 

Em Linha Pesada, são oferecidos cursos de: Motor Ciclo Diesel; Eletricidade e Gerenciamento Diesel; Mecânica de Empilhadeira a Combustão e Princípios de Empilhadeira Elétrica.

 

Em Motocicletas, são oferecidos cursos de: Mecânico de Motocicletas Completo; Elétrica e Injeção Eletrônica de Motocicletas e Mecânico de Motocicletas Alta Cilindrada.

 

A rede também está expandindo os negócios com a Escola do Funileiro, com a primeira unidade inaugurada no bairro de Santana, em São Paulo, que capacita profissionais para atuar na área de funilaria e pintura.

A cada ano, novos cursos são implantados, atendendo a necessidades do mercado, e mais pessoas conseguem emprego e geram renda. “Mudar vidas requer um esforço considerável, mas nós estamos no caminho certo. E, nos próximos anos, queremos impactar ainda mais pessoas, em outros pontos do País, porque o mercado é grande e há muita necessidade de mão de obra. Já temos alunos atuando até internacionalmente e sabemos que é possível conquistar espaço quando a Educação é o maior objetivo. Pessoas que pensam da mesma maneira são bem-vindas ao nosso convívio e empreendimento e, sem dúvida, teremos sucesso juntas”, finaliza a empreendedora.

 

Sandra Nalli: de Menor Aprendiz a franqueadora da Escola do Mecânico

Para que se entenda melhor o diferencial da Escola do Mecânico, a marca surgiu a partir da experiência de Sandra Nalli no setor automotivo. Aos 14 anos de idade, a então Menor Aprendiz foi contratada por uma rede de centros automotivos de Campinas (SP), sua terra natal, e iniciou carreira neste segmento. Interessada e eficiente, aos 21 anos ela se candidatou a chefe de oficina, sendo recusada por seus superiores, a princípio, por ser mulher. “Eu não desisti, fiz um curso e consegui o cargo, mesmo sofrendo bastante preconceito”, lembra.

 

Pouco tempo depois, ela foi promovida a gerente da maior loja da mesma rede, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de líder de oficina. Nesta época, Sandra já desenvolvia trabalho voluntário com meninos da Fundação Casa, também em Campinas (SP), com capacitação teórica em mecânica. Sua intenção era a de fornecer a eles conhecimento suficiente para que saíssem da internação com vontade de estudar e ter uma profissão, já que não era possível, ali, oferecer-lhes cursos práticos. “Eu sempre soube que havia uma grande carência mercadológica, de profissionais técnicos, bem capacitados, porque eu mesma tinha dificuldade em encontrá-los. Assim, sonhava em oferecer conhecimento e oportunidade a esses meninos, porque uma profissão pode mudar a realidade de suas vidas. Eu os queria empregar”, recorda.

 

Com dificuldade, Sandra alugou uma sala no bairro do Botafogo, em Campinas, e pediu a um amigo grafiteiro que escrevesse, na parede externa: “Escola do Mecânico”. Era ali que ensinaria jovens carentes a ter uma profissão. Tamanha foi sua surpresa, entretanto, ao perceber que muitas pessoas passavam e queriam se inscrever em cursos de mecânica. “Com essa procura, percebi que havia a possibilidade de empreender. Procurei o Sebrae e fiz um plano de negócios. Como eu não tinha recursos para investir, vendi meu carro e peguei os R$ 20 mil da venda para comprar ferramentas. Também emprestei outros R$ 20 mil do meu pai para o restante do material necessário e me dediquei ao projeto”, conta a empreendedora.

 

A escola lotou. Porém, não havia espaço para as tão sonhadas aulas práticas. Foi então que Sandra teve a ideia de alugar dez vagas em um estacionamento próximo à sala, informalmente. “E tudo realmente começou assim, com uma turma de oito alunos pagantes, mais os meninos bolsistas. Sempre tive a consciência de que o curso não é o objetivo, mas, sim, proporcionar emprego e renda às pessoas. Sem crédito ou credibilidade, fui crescendo, mas sempre com o propósito de transformar, mudar a vida das pessoas por meio do curso de mecânica oferecido por valores acessíveis”, reforça.

 

Com o sucesso da primeira Escola do Mecânico, vieram outras duas próprias e, logo, a marca começou a ser procurada por interessados em franquias. Sandra Nalli enfrentou, então, um grande dilema: para quem ela deveria conceder sua marca? “Investir numa Escola do Mecânico não é barato, são R$ 300 mil. Temos ferramentas e equipamentos, além da necessidade de estrutura física, que necessitam deste valor. Porém, mais do que isso, eu desejava ter, na rede, pessoas que tivessem a mesma filosofia que eu, a de mudar vidas. E isso não é uma tarefa das mais fáceis”.

 

Com o passar dos anos – já são oito, desde a inauguração da primeira escola – , Sandra e sua equipe criaram mecanismos e ferramentas que permitiram que o sonho de empregar os alunos e alunas que passam pelo curso ficasse cada vez mais real.

 

Assim, o cunho social da marca se manteve, por meio de um aplicativo, o Emprega Mecânico, que liga o aluno a vagas de emprego disponíveis nas cidades nas quais há escolas.  Além disso, são desenvolvidos projetos sociais constantemente na rede, como o Adote um Mecânico, em que empresas e pessoas físicas são convidadas a patrocinar o acesso de estudantes carentes a cursos profissionalizantes; parcerias público-privadas, para fomento de projetos que levem conhecimento a pessoas carentes, entre outras oportunidades, sempre criadas para que a rede toda desempenhe seu papel social. “Dessa forma, só podemos ter, como franqueados, pessoas que tenham os mesmos valores que a franqueadora. Obviamente, o retorno do investimento é valorizado e ele vem dentro do prazo estipulado, nosso negócio é lucrativo. Porém, não visamos apenas ao lucro e temos um objetivo muito maior do que ver nossa rede crescer em faturamento e número de unidades: queremos pessoas capacitadas e empregadas. Essa é nossa meta real”, define Sandra.

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