TODAS AS GERAÇÕES DO TOYOTA COROLLA, O CARRO MAIS VENDIDO DO MUNDO

16/10/2019

​O Toyota Corolla já contou com diversas facetas e repaginou o visual inúmeras vezes ao longo de seus 53 anos de história. Atualmente, a marca aposta em uma versão híbrida flex – sendo o primeiro do mundo com essa tecnologia.

 

A nova versão está cheia de novidades, porém, para chegar a sua décima segunda geração, a fabricante trilhou uma longa jornada durante cinco décadas. A montadora segue se posicionando de modo fiel na meta de melhorar a qualidade de vida das pessoas com ajuda de tecnologias mais avançadas de seus produtos e serviços e continua crescendo – conta com mais de 340 mil colaboradores em fábricas em todos os cinco continentes e está presente em mais de 160 países.

 

No entanto, não é só de carros que a marca vive. A Toyota conta com a produção e venda de barcos, seus respectivos motores e outros equipamentos industriais. Trabalha também com construção de casas, condomínios e projetos de habilitação. Além disso, é influente em questões ambientais e pioneira na área da biotecnologia e agricultura, o que inclui pesquisas de alternativas mais ecológicas aos convencionais plásticos e a plantação da área florestal na China para evitar o avanço das areias do deserto. Todos esses fatores contribuem com motivos para que a marca seja dona do modelo mais vendido na história.

Por que Corolla?

 

A palavra Corolla, assim como todos os nomes de carros da marca, deriva do latim "coroa de flores", que significa triunfo e felicidade. Na época, a montadora seguiu uma outra tradição não mais presente hoje: os nomes dos modelos começavam todos com a letra C: Crown, Corona, Carina, Century, Celica, Camry.

As 12 gerações e facetas do Toyota Corolla

 

Infográfico: Divulgação Mobiauto

 

1ª Geração

A primeira geração foi lançada no Japão em outubro de 1966. Tatsuo Hasegawa é o nome do chefe de desenvolvimento do modelo pioneiro e sabia que 'qualidade' era a palavra que ganharia o mercado japonês. Assim, o slogan de lançamento era "ser o carro mais procurado pelo mercado global, apresentando ao mundo a essência da tecnologia da Toyota".

 

O Corolla foi projetado para ser um carro popular, mas contava com diferenciais nunca vistos no mundo. Isso resultou em um nível de interesse fenomenal e, independentemente de qual carro era comprado, seus recursos inovadores se destacavam. Um fato engraçado é que as entregas dos modelos aos seus novos proprietários atraíam multidões de admiradores. Depois de muita experimentação e investimento em tecnologia, o modelo virou líder de mercado no Japão em apenas três anos.

 

2ª Geração

O trabalho para a geração seguinte começou em 1967, aproximadamente um ano após o lançamento da primeira versão e, mais uma vez, foi desenvolvido sob a direção de Tatsuo Hasegawa. Depois do sucesso, a Toyota quis aproveitar a reputação favorável do carro, desenvolver os gostos mais exigentes de seus compradores e criar dentro deles um senso de lealdade à marca.

 

Naquela época, a infraestrutura rodoviária do Japão estava cada vez mais desenvolvida e foi inaugurada a estrada que ligava Tóquio ao sul do país com aproximadamente 500 km de distância. Portanto, a Toyota teve o desafio de pensar no novo modelo com capacidade para percorrer essa distância sem precisar parar para abastecer, o que levou à instalação de um tanque de combustível maior de 45 litros.

 

Melhorar o Corolla não era uma proposta fácil, pois o modelo já era um líder de classe e fenômeno de vendas. Mesmo assim, a equipe não decepcionou e, seguindo a tendência estabelecida por seu antecessor, foram vendidas mais de 2 milhões de unidades.

 

3ª Geração

A terceira geração chegou em abril de 1974, quando o lançamento chegou como o "melhor carro da família", com Shirou Sasaki na liderança de desenvolvimento.

 

Como de costume, a montadora japonesa investiu em novos padrões de recursos de segurança e conforto, mas manteve o preço econômico de compra e os baixos custos de operação. Outro ponto importante: a Lei do Ar Limpo entrou em vigor nos Estados Unidos em 1963, mas estava sendo regularmente alertada e ampliada e seus regulamentos também estavam sendo adotados no Japão. Os veículos reprovados nesses regulamentos não podiam ser vendidos, então, esse novo modelo foi pensado desde o início para atender às metas de emissões de poluentes.

 

Não parou por aí: foi em 1974 que o volume de vendas do Corolla ultrapassou o do Volkswagen Fusca e conquistou o título de carro mais vendido do mundo.

 

4ª Geração

O Corolla da quarta geração começou a ser desenvolvido no início de 1975. Na ocasião, o engenheiro-chefe, Fumio Agetsuma, foi o líder do projeto.

 

Como o modelo da terceira geração já era o veículo mais vendido do mundo, Agetsuma sentiu o peso da responsabilidade em manter essa posição.

 

Introduzido no mercado em março de 1979, tempo em que a economia do Japão estava finalmente se recuperando da crise mundial do petróleo, um dos grandes desafios foi exatamente esse: garantir um carro econômico. Além disso, os cidadãos japoneses estavam recuperando poder aquisitivo e crescia a vontade de melhorar a qualidade de vida. Portanto, o novo Corolla, era um carro familiar que mesclava o luxo com economia e ainda tinha desempenho geral superior às versões anteriores.

 

Não deu outra: o Corolla mais uma vez conquistou o título de carro mais vendido do mundo e, de quebra, sua produção cumulativa atingiu a marca de dez milhões de unidades no mundo.

 

 

5ª Geração

A quinta geração nasceu no mercado japonês dois meses depois do marco de dez milhões de unidades produzidas.

 

Seu lançamento foi em maio de 1983 e contou com pontos importantes em seu desenvolvimento, como, por exemplo, a mudança da tração traseira para tração dianteira. Isso possibilitou aumento de espaço e um estilo mais atraente para uma geração mais jovem.

 

Por conta dessas mudanças no visual do carro, o modelo ficou mais quadradinho e jovial. Assim, foi considerado o mais abrangente da história do Corolla e o levou, novamente, à posição de carro mais vendido.

 

 

6ª Geração

O Corolla da sexta geração foi lançado no mercado japonês em maio de 1987 pelo recém-promovido líder de desenvolvimento Akihiko Saito.

 

Na década de 80, houve uma mudança na maneira de posicionamento dos carros diante da sociedade. Os consumidores agora procuravam por veículos de alta qualidade - não apenas para transportar, mas para exibir um estilo de vida. O modelo foi lançado com o slogan: "Uma nova história em veículos japoneses começou. O nascimento do novíssimo Corolla, um novo salão da Toyota". Sim, o slogan continha três menções à palavra 'novo' em duas frases curtas. Por quê? Eles buscaram enfatizar o ponto em que todas as áreas do carro foram redesenhadas, com o objetivo expresso de elevar os padrões de luxo e qualidade. A equipe responsável pelo desenvolvimento dessa geração fez mais de 2 mil propostas diferentes e contou com a ajuda de cerca de 100 fabricantes de peças automotivas para melhorar a qualidade geral do modelo, mesmo em áreas que o consumidor nunca veria.

 

De look novo por fora e por dentro! Existem até relatos de que os designers estudaram letras de músicas japonesas a fim de tentar descobrir o que seria aceito pelo público. Isso resultou em um Corolla bem recebido em todos os mercados mundiais, popular durante toda a sua vida com uma qualidade incorporada ao carro muito além do nível encontrado nas ofertas de carros familiares da época.

 

 

7ª Geração

Em 1991, a média da produção diária e global dos modelos Corolla era de 4.300 unidades por dia. Desta forma, ele ainda era o carro mais popular do mundo.

 

Akihiko permanecia como líder de desenvolvimento na sétima geração e trouxe um design mais arredondado, com uma sensação mais esportiva. Era a maior e mais pesada geração até aqui, cerca de 350 componentes foram alertados e aprimorados. Além do design externo, o interno também contou com melhorias nos materiais utilizados e na busca por um ar moderno.

 

O Corolla dessa geração era "mais": contava com mais modelos variados, era mais rápido, mais seguro, mais silencioso e mais refinado do que nunca.

 

 

8ª Geração

A sociedade nos anos 90 era mais preocupada com a proteção ambiental global. A Organização das Nações Unidas (ONU) organizou a conferência sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento na cidade do Rio de Janeiro, seguida pela Conferência de Quioto sobre a Prevenção do Aquecimento Global, em 1997. Esses dois eventos serviram para planejar e moldar ações com o intuito de proteger o meio ambiente e também para os atuais regulamentos de emissões de dióxido de carbono.

 

Diante deste cenário, Takayasu Honda – sim, Honda já foi o sobrenome de um dos líderes de desenvolvimento da Toyota – tinha como objetivo não apenas projetar um carro atraente, mas também melhorar sua eficiência de combustível, reduzir o peso e emissões do veículo.

 

Essa geração representou uma mudança da Toyota em vários aspectos. A montadora também desenvolveu versões diferentes para atrair os gostos diversificados dos consumidores na Ásia, América do Norte e Europa.

 

 

9ª Geração

Conhecido como modelo Brad Pitt, a nona geração foi liderada pelo engenheiro-chefe Takeshi Yoshida e seu objetivo era montar um carro que rompesse o vínculo com os modelos Corolla do passado, que estavam com a fama de serem "carros de tiozão" e voltados a população mais antiga. Chegou até a ser cogitada a possibilidade de mudar o nome Corolla.

 

Portanto, Yoshida focou no desempenho e qualidade acima de qualquer outra coisa. Então, em vez de desenvolver o carro para atender às necessidades de mercados de grande volume, o veículo foi projetado para atrair o mercado mundial mais exigente – a Europa.

 

Foi assim, seguindo essa linha mais jovem, que Brad Pitt foi convidado para ser o garoto-propaganda do modelo – que ganhou o apelido do nome do ator. Foi na nona geração também que o Corolla conquistou o título de carro mais vendido no Brasil.

 

 

10 ª Geração

O ano de lançamento dessa nova geração foi no 40º aniversário de vendas do Corolla, sendo que o líder de desenvolvimento Soichiro Okudaira decidiu apostar na reformulação do design e, como ele mesmo disse, fazer do novo carro um modelo com uma perspectiva e escala verdadeiramente globais.

 

Existia, durante o desenvolvimento, uma meta de impressão de cinco minutos. Isso significa que o cliente precisava reconhecer a qualidade do novo modelo dentro dos cinco minutos que seguiam após o acionamento do veículo. Para atingir essa meta, a Toyota apostou em tecnologia, desempenho, espaço e facilidade de uso.

Resultado: o desempenho dinâmico dessa geração foi comparado com os melhores modelos da Europa e a facilidade de uso e o espaço eram de mesmo nível aos modelos norte-americanos.

 

 

 

11ª Geração

A geração seguinte veio ao mundo com o estrondo do modelo mais popular de todos os tempos. Em julho de 2013, o Toyota Corolla atingiu a marca de 40 milhões de veículos vendidos, algo que nenhuma outra montadora conseguiu.

 

As principais mudanças eram focadas na qualidade sensorial, altos níveis de tecnologia e equipamentos de segurança de última geração. No Brasil, a mudança do câmbio de quatro marchas para o CVT foi destaque. Entre as maiores evoluções no design, destacam-se o aumento de espaço e tamanho do modelo e seu visual mais arrojado e moderno.

 

 

 

12ª Geração

Por fim, a décima segunda geração, o modelo mais recente do Corolla. Recém-lançado, o veículo revolucionou mais uma vez como em todos esses últimos anos – é o primeiro carro híbrido flex da história. Ou seja, ele funciona com gasolina ou etanol, junto a dois motores elétricos.

 

A Toyota tem mais de 20 anos de liderança técnica híbrida no mundo, sendo o Prius, da mesma marca, o primeiro carro híbrido no Brasil.

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