Perigo de recondicionar a barra de direção

16/10/2019

 

Recondicionamento danifica ainda mais a peça desgastada que é um item importante de segurança do veículo.

 

Item de segurança responsável por transmitir os movimentos da direção para as rodas, a barra de direção não pode ser recondicionada quando está desgastada e apresenta folga ou a coifa está rasgada, indicando que houve contaminação com poeira e outros materiais. As impurezas em contato com o produto acentuam o desgaste do pino esférico do terminal, podendo até provocar o sacamento e, consequente, perda de dirigibilidade do veículo e provocar acidentes.

 

O recondicionamento da barra de direção não é uma prática indicada pelo fabricante e pode colocar em risco a segurança do veículo. “Quando a peça apresenta problema, deve ser trocada por outra barra nova com as mesmas especificações e padrões de qualidade”, destaca Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata.  Ele conta que é comum no mercado encontrar barras de direção soldadas, outras são desmontadas e colocam buchas no pino e fazem calço. “A recuperação é feita sem critério, tentam reaproveitar da forma que dá. Vários casos foram encontrados de barras soldadas, como troca de um terminal fixo por um móvel, com solda. Tudo isso danifica ainda mais a peça que já está com desgaste devido ao uso. Esses procedimentos são improvisações em um item de segurança máxima, ignorando a real noção do perigo de usar uma peça recondicionada”, afirma.  Silva destaca também que a barra de direção precisa estar em bom estado para garantir a segurança do veículo.

Desde 2014, a barra de direção, no mercado de reposição, deve ser vendida com o selo Inmetro, o que demonstra a preocupação com a qualidade deste item que interfere na dirigibilidade do veículo, com garantia de 12 meses pelo fabricante, no caso da Nakata.

Durante as avaliações gratuitas realizadas pelo Programa Caminhão 100% que inspecionaram vários itens de mais de 6 mil veículos, técnicos da Nakata encontraram várias irregularidades nas barras de direção, incluindo solda. “Essas constatações são preocupantes, tendo em vista que se trata de um componente que pode colocar em risco a vida das pessoas”, alerta Silva.

Para manter a vida útil da barra de direção, é importante fazer uma verificação a cada 10.000 km nos sistemas de direção e suspensão e só realizar a troca quando identificar a folga  nos terminais, coifas rasgadas e barras empenadas.    

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