Pivô da suspensão. Por que e quando fazer a sua substituição?

 

Dica de profissional da reparação referente ao pivô de suspensão; como fazer o diagnóstico correto em qualquer modelo de veículo

 

O profissional da reparação Denilson Roberto nos traz nesta edição uma dica de suspensão, especificamente de pivô: um item muito importante em todo o sistema. “O pivô é responsável pela articulação, ou seja, o movimento livre da suspensão e está presente na maioria delas existentes, já que suporta o peso do veículo na frenagem e arrancada. Para se ter uma ideia, é ele quem vai segurar o peso da carroceria quando você freia, quem puxa a carroceria quando você acelera, etc”.

 

Segundo ele, o cliente chegou se queixando de ruídos na suspensão do veículo, estalos e até rangidos. “Com apenas um teste de rodagem, o mecânico experiente vai entender que aquele ruído vem do pivô – rangido e estalo. Deve-se levantar o veículo e começar uma inspeção visual. A coifa do pivô é o primeiro item que deve ser visto, já que a coifa rasgada permite a entrada de água, minério e qualquer coisa que interfira diretamente na lubrificação do pivô”, diz.

 

Procedimento

Passo 1- Aqui, com o veículo no elevador, eu já faço a inspeção visual da coifa. Se ela estiver rasgada ou danificada, é um motivo para fazer a troca. Uma outra coisa que ajuda bastante é, com o veículo no chão e o auxílio de um outro mecânico para ajudar, fazer o balanço do carro, que produzirá o sobe e desce da bandeja, aí percebemos se tem um rangido ou não na peça. Não havendo um rangido e a coifa estando em dia, faremos o diagnóstico de folga: o movimento em relação à bandeja e manga de eixo.

 

Passo 2: Agora, vou verificar se existe folga na peça. Com auxílio de mais uma pessoa e a roda apertada, eu peço que faça o movimento lateral da roda. 

 

E neste momento verifico se existe o movimento para dentro e para fora da manga de eixo. Se este movimento existir, eu sei que tem a folga aqui dentro. Se ele estiver duro, parado no lugar dele, sei que está ok, funcionando bem. Este é um dos testes a ser feito.

 

Passo 3: A outra forma de notar a folga entre a bandeja e a manga de eixo é usando uma espátula, uma ferramenta que possibilita forçar para baixo os componentes e verificar se existe o problema por ali. 

Existe, também, a possibilidade de forçar para cima com a ferramenta, onde é provável entender se existe a folga ou não.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passo 4: Com o pivô na mão, o reparador deve se atentar às seguintes coisas: se o pino é liso com parafuso passante, se é cônico com rosca na ponta e ao furo de fixação. 

O furo de fixação pode ser maior do que o parafuso que é preso à bandeja, onde eu consigo fazer regulagem de cambagem e do cáster. Isso é importantíssimo e vai mudar todo o alinhamento do veículo.

 

É importante também, depois da troca do pivô, sempre fazer o alinhamento do veículo, mesmo que você coloque a peça no mesmo lugar, ele vai alterar a geometria pela construção do próprio.

 Gostaria de agradecer ao Paulo, da Express Car, que me cedeu o espaço. Sou Denilson Roberto, consultor técnico, e esta é mais uma dica da TV Reparação Automotiva. Até a nossa próxima!

 

 

 

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Revista Reparação Automotiva Edição 140

29/05/2020

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