Polia Damper, como fazer a troca do item na Land Rover Evoque

16/09/2019

 

Essa polia estava com a sua borracha danificada. Apesar de muitos reparadores conhecerem esse sistema de polia, o profissional vai passar informações importantes para a sua substituição

 

Parceiro da revista de longa data, quem volta a nos passar uma importante informação nesta edição é profissional da reparação Bruno Rodrigo Costa, da Juca Bala Racing, oficina situada na Zona Norte de São Paulo. “Hoje, eu vou passar a dica para vocês dessa Land Rover Evoque e sua polia do motor. Para essa polia, o sistema utilizado é o Damper, uma polia emborrachada”. 

 

“O cliente trouxe esse carro para nós, uma Land Rover Evoque, em que quando o motor estava em funcionamento, a luz da bateria permanecia acesa. Isso chamou a atenção dele. Quando o carro chegou aqui na oficina, para o primeiro diagnóstico, abrimos o capô e fomos verificar a correia auxiliar – toca no alternador, isto é, gerador de energia da bateria do veículo. Ao observarmos, percebemos que a correia estava folgada”, completa.

 

Ainda segundo ele, “como o motor dele é bem tampado, soltamos a roda do lado do passageiro e todos os acabamentos para que pudéssemos ter uma visualização completa. E, assim, achamos o defeito: a polia do motor. Essa polia, do modelo Damper, é emborrachada e a sua borracha estava danificada. Muitos reparadores conhecem esse sistema de polia e hoje vamos deixar uma dica muito interessante”, conclui.

 

Procedimento

A dica que deixaremos para esse tipo de motor, que é o 2.0 turbo Ecoboost, é o mesmo que equipa a família Land Rover, Ford, Jaguar e Volvo. Esses motores não possuem chaveta, virabrequim. Então, não se arrisquem em mexer em sincronismo e polia de motor sem conferir todo o sincronismo e vazar o motor. Nesse caso, o carro chegou funcionando perfeitamente, visualmente era um motor que não havia sido mexido, iniciamos o procedimento. 

 

Passo 1: Para isso, nós tiramos a tampa de válvula, bomba de vácuo auxiliar, do freio, além da bomba de alta pressão de combustível e instalamos o relógio comparador PMS.

 

Ao abrir todas essas partes e deixá-las no ponto morto superior, já identificamos que os dois comandos estavam no sincronismo certo. Então, nós vamos partir para baixo com a ferramenta que trava o volante (no qual se faz necessário tirar o motor de arranque) e o bujão – que fica na lateral do bloco do motor e indica também quando o virabrequim está na posição de PMS no primeiro cilindro.

 

 

Passo 2: Dando sequência à montagem do motor da Evoque, o próximo passo foi remover o semi-eixo da transmissão para tirar o suporte e instalar a ferramenta do PMS.

 

Como você pode acompanhar na imagem, a ferramenta para travar o volante, quando for instalada, é obrigatório tirar o motor de arranque para que seja feito o posicionamento correto. Com todas essas ferramentas instaladas, o sincronismo está legal. Mas ainda temos mais duas ferramentas.

 Após a instalação da polia nova, substituída, as duas outras ferramentas são essas: posicionar a polia nova quanto aos dentes do setor de rotação e a outra ferramenta, posicione o sensor de rotação para cair bem em cima do vigésimo dente da polia. Então, nós temos o sincronismo mecânico – aferido – e aqui, com essas duas ferramentas, o sincronismo eletrônico. Que também está 100% aferido.

 

Como vocês acompanharam todo o serviço realizado, para evitar qualquer tipo de prejuízo, tem que ter a ferramenta correta. Sincronismo, tudo bonitinho. E vamos agora para o que gerou todo esse transtorno e trouxe prejuízo para o cliente: a polia do motor. Essa polia, conhecida como modelo Damper – que trabalha com amortecedor de borracha. E no caso desse veículo, motor 2.0 turbo Ecoboost, a polia dela é duplo Damper.

 

Ela tem o Dumper que faz o amortecedor, onde tira a vibração do eixo virabrequim e todos os contatos da correia auxiliar. Ou seja, danificou aqui o amortecedor das borrachas do Dumper da polia da correia auxiliar.

 

O amortecedor da borracha do Damper do virabrequim está intacto. Porém, se esse amortecedor estivesse danificado, o veículo teria chegado para nós de guincho, porque ele perde o sincronismo dos dentes do sensor de rotação.

 

 

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