Sistemas Elétricos Automotivos - parte 4

14/08/2019

 

 

 

Olá, amigos reparadores, prontos para a continuação dos estudos sobre os Sistemas Elétricos Automotivos? Apresentaremos algumas informações pertinentes ao funcionamento dos sensores e atuadores automotivos, quanto ao correto diagnóstico e manutenção dos mesmos. Lembrando que se aplica a todas as linhas automotivas: 

•Leve;

•Pesada;

•Agrícola,

•Florestal.   

 

Primeiro fato a estarmos atentos é que para um bom funcionamento do motor a combustão interna é preciso ter a mistura estequiométrica correta, ou seja, Ar e Combustível na proporção correta, e o Calor para ignição. Se é linha OTTO, teremos a Ignição por centelha, DIESEL por compressão. 

 

Atentos a estes fatores, devemos buscar entender a função de cada SENSOR e ATUADOR aplicados ao gerenciamento eletrônico dos motores, e quais fatores eles estão relacionados. Para um motor funcionar, ele precisa de Ar, Combustível e Calor (Ignição), é o Triângulo do Fogo. 

 

Bom, para cada fase do Triângulo do fogo, ou podemos chamá-lo de Triângulo da Combustão, os sistemas de gerenciamento eletrônico foram programados para controlarem de forma a ter um funcionamento ideal e que promovam emissões menos poluentes e veículos com melhor desempenho e economia conforme sua categoria. Começaremos a partir de então a estudar estas fases e o funcionamento, as ações da eletricidade aqui aplicadas.

1º UNIDADE DE MEDIDAS

 

MASSA

Um conceito utilizado em ciências naturais, em particular, a massa é frequentemente associada ao peso dos objetos. Assim, por exemplo, teremos Massa de Ar, que são porções ou volumes da atmosfera que possuem praticamente as mesmas características de pressão, temperatura e umidade por causa de sua localização e são bastante espessas e homogêneas, e unidade que medimos é a sua Densidade, mais corretamente denominada massa específica do ar, é a massa por unidade de volume da Atmosfera da Terra. 

 

No Sistema de injeção eletrônica, os Sensores responsáveis por esta medição são os Sensores MAF, que irão atuar no fluxo do ar sugado pelo motor no momento da partida e funcionamento do veículo. 

 

Quaisquer alterações feitas quanto aos dutos (mangueiras de ar), caixa dos filtros de ar, o filtro de ar, posição de instalação do SENSOR MAF, irão alterar seu funcionamento, pois lembraremos sempre aqui nas descrições que há um MAPA, o software de funcionamento para o veículo, em que se aplica no componente todas as medidas calculdadas para estabelecer o modelo de cada componente e seu local de instalação. O valor a ser medido é um sinal de tensão ou de frequência variável, que é proporcional à massa de ar que o atravessa.

 

Os tipos de Sensores MAF atualmente são dois:

 

1)Sensor de fio quente (‘‘hot wire”):

a)BOSCH e EEC-IV são constituídos de um venturi com dois fios de platina: um fio quente e outro de compensação, que medem a temperatura do ar admitido, porém o BOSCH 100ºC e o EEC-IV a 200ºC,

 

b)MULTEC é similar ao sensor de fio aquecido; difere no sinal de saída, que neste caso é um sinal de frequência variável.

 

2) Sensor de Película Aquecida (Bosch) - Nos últimos anos, a Bosch desenvolveu o denominado sensor de Película Aquecida que funciona segundo o mesmo princípio que o sensor de fio quente. O sensor trabalha a uma temperatura de 180°C acima da temperatura ambiente. É um “manômetro” que transforma a pressão medida no coletor de admissão em sinais elétricos informando a ECU. A função do Sensor MAP é a de informar à unidade de comando a pressão absoluta presente no coletor de admissão cuja pressão é uma medida da carga do motor.

 

Esta informação é utilizada no cálculo da massa de ar admitida e no cálculo do avanço do ponto de ignição.

 

Três tipos de sensores MAP:

 

1º) Sensor com Cápsula Piezo-resistiva – MAP Analógico - Consiste de um diafragma (membrana) cerâmico em cuja superfície são aplicados (colados ou serigrafados) resistores com propriedades piezo-resistivas.

 

2º) Sensor com Cápsula Capacitiva MAP Digital - Neste dispositivo, duas placas de alumínio separadas por um anel isolante contendo vácuo no seu interior que formam uma câmara aneroide.

 

3º) Sensor de Vácuo - Existem sensores piezo-resistivos sem câmara aneroide. Neste caso, o diafragma tem uma de suas faces submetida ao vácuo do coletor e a outra, à pressão atmosférica. Este tipo de sensor mede a depressão com relação à pressão atmosférica. É um sensor de vácuo.

 

Para analisarmos cada um destes sensores, devemos voltar às edições anteriores e lembrar das grandezas elétricas, sinais elétricos, etc. Equipamentos para análise, dos sinais elétricos e mecânicos, não devemos desprezar nenhuma forma ou equipamento. Não apenas um equipamento avançado, nem apenas um equipamento mais básico. Como iremos medir o ar admitido, e a existência de vácuo, então precisaremos do vacuômetro, um multímetro True RMS, Osciloscópio e o Scanner automotivo.

 

 

 

 

 

 

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