O que é Benchmarking? Conheça os tipos e as melhores práticas

25/06/2019

 

 

Dentre as boas ações dos seus concorrentes, identifique o que serve  para o seu negócio e aplique no seu dia a dia 

 

Benchmarking pode ser traduzido como ponto de referência, uma pesquisa que permite aos gestores compararem produtos, práticas empresariais, serviços ou metodologias usadas pelos concorrentes. É uma forma de avaliar se você poderia fazer algo diferente ou melhor na sua oficina. Tendo como ponto de partida, claro, qualidade, atendimento, comunicação e preços competitivos. 

 

Analista de Marketing da Opinion Box, Pedro D’Angelo, orienta que o ideal é você identificar os concorrentes diretos da sua empresa ou, caso eles sejam muitos, escolher uma amostra que represente a categoria em que você atua. 

 

“É importante escolher várias empresas concorrentes, mas não exagerar na quantidade, pois pode ser muito difícil de coletar e analisar dados. 

 

Segundo ele, não existe resposta certa para quantas empresas avaliar. “Mas é importante agir dentro das suas possibilidades sem querer abraçar o mundo”.

 

Normalmente, escolhem-se as duas ou três maiores do seu mercado. Além disso, pode ser interessante monitorar aquela empresa que está crescendo rapidamente ou a que tem um tamanho e uma área de atuação muito parecidos com a sua”, sugere.

 

Ferramentas – Toda ferramenta que levante dados é válida nesse processo. “Uma das principais é a pesquisa de mercado, que você pode realizar para avaliar principalmente a opinião que os consumidores têm das marcas.  Assim, se você está avaliando o produto de diferentes empresas, pergunte qual marca os entrevistados costumam comprar e por quê”. 

 

Uma das ferramentas é o Opinion Box. “Nela, você pode criar seus questionários de pesquisa facilmente e enviar para uma lista de contatos ou para o nosso Painel de Respondentes. Esta é uma forma simples de fazer benchmarking. Você poderá saber o que os consumidores em geral pensam sobre os diferentes players do mercado”. 

 

Além disso, D’Angelo sugere também que você monitore o que há disponível no Google e o que está sendo falado sobre os concorrentes nas redes sociais.

 

Procedimentos – Após escolher as empresas que serão monitoradas, escolha os pontos que serão analisados. “Escolha de três a dez pontos prioritários, e não mais do que isso. Antes de começar a olhar para os concorrentes, é importante avaliar a si mesmo. Identifique seus pontos fortes e fracos nos itens avaliados, e só então comece o monitoramento da concorrência”.

 

Dados e informações – O passo seguinte é coletar dados e informações. Existem diferentes formas de encontrá-las. “Se você quer analisar a presença digital de uma empresa, acesse todas as redes sociais e site. Veja como ela está posicionada nos mecanismos de busca e se há reclamações no Reclame Aqui. Avalie o posicionamento diante de reclamações e também a velocidade de resposta”.

 

Teste – D’Angelo orienta que testar o produto, visitar os pontos de venda e simular uma compra nos diferentes pontos de atendimento também trazem bons insights. “E, é claro, nunca se esqueça de ouvir os seus consumidores para saber o que eles pensam sobre a sua concorrência. Pesquisas de mercado são fundamentais para um benchmarking completo”. 

 

A sua realidade – E tudo isso não significa copiar o modelo do concorrente, o fundamental é atentar-se à sua realidade, até para você não perder a sua identidade. “O benchmarking deve servir apenas como referência e suas informações servem de base para tomar as suas próprias decisões de negócio”. 

 

Ele explica que o processo deve ser feito com responsabilidade para não copiar o concorrente e sim ter em mente como usar dados para melhorar o seu próprio negócio. “É importante olhar para o concorrente, mas o foco é no seu próprio negócio e nas melhorias que podem ser adotadas nele”.  

 

Monitoramento – O analista conta que existem diferentes formas de se fazer o monitoramento da concorrência. “Antes de mais nada, é importante saber quais pontos devem ser monitorados e quais empresas serão analisadas. O ideal é que o benchmarking se torne uma prática recorrente, que faça parte da cultura da sua empresa, e que seja desenvolvida por todos os departamentos”. 

 

Vantagens – Na opinião de D’Angelo, a principal vantagem é o diferencial competitivo que as informações de benchmarking oferecem para quem o faz corretamente. “Agir com base no que a sua concorrência faz é importante para oferecer produtos, serviços e até um atendimento melhor ao seu cliente”. 

 

Ele acrescenta que “com um bom benchmarking, você ainda pode encontrar ideias de melhorias para o seu produto ou serviço, descobrir formas de reduzir custos, ganhar eficiência operacional e aumentar a produtividade, dentre muitas outras coisas”.

 

Pontos de atenção – O erro mais comum pode ser analisar concorrentes que, na verdade, não competem de verdade com a sua empresa, conforme explica D’Angelo, “é imprescindível saber exatamente quem deve ser analisado para que o estudo seja eficaz de verdade”. 

 

Outro erro comum é realizar um benchmarking como objetivo final, e não como uma etapa de um processo maior. “Após realizar o benchmarking, é preciso colocar em prática novas ideias, processos e soluções. E lembre-se sempre de definir métricas e indicadores para medir os resultados das ações”.

 

 

Benchmarking em grupo

 

No GOE, Grupo de Oficinas Especializadas, que reúne 12 membros, o benchmarking não é uma prática realizada somente entre eles, mas entre outros grupos e associações. O objetivo é que as informações trocadas proporcionem aos empresários da reparação gerir melhor o seu negócio e para que todos tenham um bom padrão de qualidade em suas oficinas. 

 

“Geralmente, nós fazemos essa troca de informações na oficina de um dos integrantes do grupo, vendo o que eles têm de novo, ou quando a reunião é em outro local, alguém conta alguma novidade que implementou e que tenha lhe proporcionado ganhos, como por exemplo, aumento de ticket médio”, diz José Natal da Silva, do GOE.

 

E esta troca abrange tudo o que envolve a oficina, “desde uma placa informativa para o cliente, a parte de gestão e financeira, e até ferramentas compartilhadas. Analisamos as vantagens de alugar ferramentas, ou, em alguns casos, se é mais benéfico comprarmos as ferramentas para uso em comum”. Informações que são compartilhadas também de outras formas. 

 

“Nós levamos parceiros para as nossas reuniões para apresentarem soluções para todos do grupo e também passamos isso para outros. Recebemos visitas de outros grupos para saberem o que estamos adotando, as informações não ficam somente no GOE”. Exemplo disso, conta Natal, é que após a Automec ele recebeu um grupo de empresários da reparação de Macapá (AP) que pretende montar uma associação. 

 

“Chega ao ponto de termos isso até com empresários da reparação de outros Estados”, comenta. Mas ele ressalta que nem sempre o que vale para um, vale para o outro. “Nem sempre o que dá certo em uma oficina dará na outra. Mas o importante é que com a informação é possível customizar para a sua empresa, analisando a região em que você atua e o momento em que está a sua oficina”, conclui.  

 

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