BMW 118i 1.6, 2017 com defeitos de câmbio e motor

25/06/2019

 

No procedimento de motor deste mês, trazemos o caso do reparador Guttemberg Meneses Pinto, proprietário de uma oficina mecânica de mesmo nome, situada na Zona Sul de São Paulo, no bairro de Americanópolis. “Hoje estou com essa BMW 118i 1.6, ano 2014, com injeção direta, que apresenta dois defeitos: um relacionado a câmbio, que está em emergência, e outro relativo a motor, que está com perda de potência. Vou mostrar para vocês os defeitos e como nós chegamos às conclusões”, conta. 

 

Procedimento

Fizemos o diagnóstico prévio com o Scanner Texa e mostraremos para vocês o que acabamos encontrando nesse carro. Logo após passar o scanner, diagnosticamos que uma das falhas continuava presente no sistema do câmbio automático e o sensor de temperatura do ar externo estava acusando uma temperatura totalmente errônea. Então, pegamos o diagrama elétrico, no próprio scanner da Texa que usa um Autodata, e pelo Autodata acabamos encontrando a localização correta do sensor, que fica na parte frontal do para-choque.  

 

Após achar a localização, percebemos que o fio estava jampeado. Por essa razão, compramos o sensor correto na concessionária, e o plug correto, fizemos a solda do fio e instalamos o sensor de volta. Normalmente, esse tipo de defeito acontece quando há remoção do para-choque: a pessoa que retirou o para-choque para fazer o reparo e deixou o sensor desligado, cortando o fio e arrancando o próprio sensor do sistema. Isso costuma acontecer também com sistemas de Airbag, onde tem o sensor de impacto frontal e acaba sendo desligado. 

 

Neste caso, o sistema acabou reconhecendo depois que a bateria foi trocada ou tirada para algum reparo. Após o ajuste na falha do câmbio, onde nós encontramos um defeito colocado, já que o produto foi “jampeado” para dar uma leitura errada, partimos para o motor.

 

Fizemos o modo contínuo e acabamos percebendo que a pressão de alta do motor estava perfeita, a linha de combustível, e na marcha lenta tinha uma pequena alteração. E nessa variação, acabamos verificando aqui o pulmão da tampa de válvula, que é uma válvula pneumática onde tem que manter a pressão negativa, e acabamos encontrando uma surpresa que mostraremos para vocês. 

 

A tampa do diafragma, nós encontramos o diafragma que estava no veículo e esse diafragma é maior que o alojamento onde ele se encaixa.

 

 Então, a gente viu que não vedava completamente e ele enroscava no posicionamento, fazendo com que o ar escapasse, oscilando a marcha lenta. Quando dava essa variação da marcha lenta, o sistema, estrategicamente, desligava a pressão de alta. Gerando assim, a falha que nós víamos no scanner. Após a desmontagem do diafragma e da tampa de válvula, constatamos que o diafragma era novo. A membrana era nova, tanto ela quanto a mola.

 

Então, fomos atrás da informação para saber sobre a aplicação dessa peça. Ao comprar um outro produto, no mercado de autopeças, verificamos que esse componente era 3 milímetros maior do que a aplicação do carro. A gente colocou a membrana correta, colocou a mola correta, aplicou no veículo e o problema acabou sendo resolvido. 

 

E fica a dica que mesmo a peça sendo nova é bom sempre conferir se a aplicação dela está correta. Porque, aparentemente, o produto errado e o correto são iguais, mas elas diferem no tamanho. Nesse carro, a BMW 118i, a gente diagnosticou dois defeitos que foram defeitos colocados, um que foi o sensor de temperatura do ar e o outro que foi o diafragma, que conhecemos como pulmão. E fica a dica: quando pegar um veículo assim, sempre verificar e procurar, porque nem sempre uma peça que é nova está certa no carro. E quem quiser curtir o nosso Facebook é Guttemberg Mecânica. Fica essa dica para vocês! 

 

 

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