Saiba fazer a manutenção do sistema de transmissão

30/04/2019

 

 

 

Tudo o que o técnico precisa fazer é FAZER BEM FEITO e uma única vez quando pensar em reparar uma transmissão automática

 

 

Nós, da APTTA Brasil, empresa especializada no desenvolvimento de treinamentos e manuais técnicos na área de transmissões automáticas, temos sido questionados por técnicos treinados, por nós ou pela concorrência, sobre a constante “guerra” na busca de novos clientes, visto que este ramo da reparação automotiva ganha a cada dia que passa mais e mais proprietários de veículos que necessitam de mão de obra especializada, para continuarem satisfeitos com seus veículos.

 

As reclamações destes reparadores são originadas em grande parte pelos valores de mão de obra praticados por alguns pretensos “técnicos”, que baixam seus preços na tentativa de angariar mais clientes, mesmo à custa de uma mão de obra medíocre e destreinada, e utilização de peças baratas ou usadas, que deveriam estar no lixo há muito tempo.

 

A atitude de alguns reparadores no Brasil tem sido a de verificar o que se tem e tentar vender isto, ao invés de procurar saber o que o cliente realmente precisa e então procurar satisfazer as reais necessidades dele.

 

O fato é que ninguém realmente precisa de uma transmissão. Nem mesmo quando o cliente coloca a alavanca em drive e o veículo não se move. A necessidade dele é geralmente algo mais objetivo (tal como levar as crianças à escola, chegar ao seu local de trabalho, atender aos seus compromissos diários e assim por diante) e, se orientado corretamente, o talento do técnico como reparador de transmissões pode ser usado para satisfazer estas necessidades.

Fazer bem não significa necessariamente fazer o que for necessário para colocar o cliente de volta às ruas no menor tempo possível. E também não significa rebaixar os padrões de serviço como reparador de transmissões cortando custos para competir com o Zé da Esquina, a fim de não perdê-los. Fazer bem significa simplesmente começar identificando as necessidades do cliente e então trabalhar para atender estas necessidades, antes de começar pensando no que se tem, e tentar vender isto.

 

Um técnico que tem entrado em contato conosco regularmente relata uma experiência que pode ser muito interessante. Ele reclamou que, há algum tempo, investiu em treinamento, manuais técnicos, ferramentas específicas e local adequado para o reparo de transmissões automáticas no Nordeste do Brasil, cobrando um preço justo por seu trabalho. Depois de algum tempo trabalhando, começaram a aparecer alguns pretensos “consertadores” de câmbio automático em sua região, cobrando a metade do valor pedido pelo técnico de mão de obra. Por algum tempo, ele ficou sem muito serviço na oficina, mas foi o sufiente para que os clientes começassem a notar a diferença na qualidade e duração do reparo.

 

Enquanto seus serviços duravam e sua garantia era muito boa, os serviços destes “técnicos” só geravam retornos e reclamações para eles, e, em pouco tempo, seus clientes começaram a voltar, pois sabemos muito bem que a transmissão automática não aceita meio reparo ou “quebra galhos”, a título de economia porca, como costumamos dizer. O técnico deve lembrar que nem todo frequês interessa para a oficina, e sim aqueles que valorizam o técnico, querem um reparo de qualidade e estão dispostos a pagar por isto.

 

No decorrer dos anos, aprendemos que quando o serviço é centrado no cliente, ao invés de focado nas necessidades do reparador, ele gera satisfação e oficina cheia, sendo muito mais lucrativo e satisfatório.

 

Seria um erro acreditar que esta ideia somente funciona para os proprietários de oficina e técnicos em transmissões. Ela funciona para qualquer negócio. Poderíamos perguntar: O que todo negócio precisa para crescer? E a resposta é sempre a mesma: de clientes.

Para poder atrair os clientes, é necessário sempre pensar neles em primeiro lugar. E pensar no cliente nem sempre significa cobrar o menor preço pelo reparo, pois isto muitas vezes envolve economizar em peças que mais tarde gerarão defeitos, deixando ele na estrada. Esta afimação é válida também para utilização de fluidos, pois fluidos mais baratos, mesmo os “multi” que prometem servir para vários tipos de transmissões, trazem consequências ruins mais tarde, como nossa experiência tem mostrado. A recomendação é utilizar peças e fluidos de qualidade, conforme recomendação e homologação do fabricante. Numa eventual demanda jurídica posterior, o técnico será sempre responsável pela qualidade do que coloca na transmissão, e não o freguês, mesmo que ele tenha autorizado o desvio técnico.

 

Por isto se torna necessário conversar com o cliente, explicando o porquê da necessidade de substituição de determinada peça, para não gerar dores de cabeça mais à frente.

 

Um técnico que procurou agradar o cliente e recuperou uma peça elétrica da transmissão, no momento conseguiu baratear o conserto e até gerar sorrisos do proprietário. Porém, mais tarde, quando a peça tornou a apresentar defeito, com ele e sua família na estrada, à noite, em um local ermo, a transmissão entrou em modo de segurança, e como o cliente não parou por razões óbvias, houve destruição total da transmissão.

 

Além do inconveniente de o cliente ficar sem o veículo, a pé e com a família, o técnico teve de pagar por uma transmissão nova, pois ela ainda estava na garantia. Portanto, perguntamos novamente: Quem serve melhor ele? O técnico que “quebra o galho” no momento ou coloca um fluido ou uma peça mais barata para diminuir o custo do cliente, ou aquele que substitui tudo o que é necessário e aplica o fluido e a peça certos, para que o mesmo tenha tranquilidade por anos?

 

 

 

 

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