Organização financeira, dicas para colocar as contas em ordem

17/09/2018

 

Do planejamento à redução de custos na oficina, consultor ensina os caminhos para o empresário da reparação automotiva

 

Independentemente do porte, qualquer empresário da reparação automotiva precisa ter um plano de negócio muito bem estruturado, o que inclui a projeção de custos, fluxo de caixa, opções de pagamentos, ter crédito para uma eventual necessidade e buscar reduzir custos e ser mais rentável. E quem dá as dicas é Fernando Castro, CEO da JoyPay.

 

Plano de negócios - De acordo com ele, além dos pontos básicos de um plano de negócios padrão, os empresários do ramo automotivo devem olhar fatores exclusivos do seu segmento, como: 

 

1. Datas especiais que aumentam a demanda (férias, fim de ano, feriados, por exemplo) e nessas datas fazerem preços e promoções exclusivas;

2. Procurar parcerias com empresas e frotas de carros;

 

3. Buscar formas de parcelamento, como em 12 vezes, por exemplo. Assim, o cliente poderá consumir mais e arcar com o investimento de forma adequada,

 

4. Controlar bem o estoque, que deverá ser enxuto, mas preciso. Peças a mais ou a menos podem ser prejudiciais no dia a dia.

 

Mensuração – Periodicamente, o plano de negócio deve ser avaliado, o que é imprescindível para manutenção do negócio. “O ideal é que seja semanalmente, porém, se isso for tirar o foco do dia a dia da operação e não for possível, fazer pelo menos uma vez ao mês”. 

 

E a análise mínima que deve ser feita é em relação ao previsto e ao realizado. “Verificar se o que estava previsto realmente aconteceu e, se por acaso o resultado não for o esperado, analisar e ajustar para o próximo mês”.

 

Fluxo de caixa – Ainda é muito comum os empresários misturarem a conta pessoal com a conta da empresa. “O ideal é que os donos não façam das suas dívidas pessoais as dívidas da empresa”, afirma Castro. 

Fernando Castro é CEO da JoyPay

 

 

Segundo ele, “uma boa forma de resolver essa questão é contratar um bom profissional que controle o caixa e que tenha poder para vetar e bloquear possíveis “assaltos no caixa”. Reuniões periódicas são muito importantes para que esse profissional possa aproveitar este momento para apontar e corrigir, a tempo, alguma prática arriscada em relação ao financeiro da empresa”.

 

Opções de pagamentos – Castro orienta que antes de escolher a forma de pagamento, o empreendedor deverá analisar e verificar quais são as suas necessidades, e priorizar o que realmente importa para o seu negócio. “Fuja do óbvio, não acredite em empresas que divulgam taxas milagrosas e facilidades que no final dão prejuízo e fidelidades eternas”. 

 

Ele explica que, “os pequenos e médios empreendedores precisam entender qual é o custo real das transações de vendas realizadas, principalmente, nas modalidades débito, crédito e parcelado, para precificar seus produtos e serviços de forma correta, sem prejudicar as finanças do negócio”. 

 

A JoyPay auxilia ao fornecer orientação gratuita em relação às taxas aplicadas, tanto por meio de um simulador disponível no portal do cliente como, também, com consultores especializados para tirar principais dúvidas.

 

Alerta vermelho – “O ideal é precificar bem seus serviços e produtos. Muitas vezes, o custo fica maior que o valor final cobrado. Evitar fazer dívidas bancárias é um fator importante, pois o banco cobra altos juros, o que onera o lucro da empresa”.

 

Castro comenta que “mesmo com as projeções de custos e do investimento inicial necessário realizadas previamente, é possível que o empreendedor tenha algum imprevisto durante a empreitada e, por isso, é essencial que tenha crédito aprovado como garantia, para evitar maiores problemas financeiros que possam inviabilizar a continuidade da operação”.

 

Redução de custos – Continuamente, o empresário da reparação tem como meta reduzir custos. E o caminho, aconselha Castro, é “procurar parcerias com fornecedores, alongar prazos de pagamento ou, se tiver como, comprar à vista para evitar endividamento. Com estas dicas, o empreendedor aumentará a sua margem de lucro e correrá menos riscos para manter o seu negócio saudável”.

 

Além de serem importantes para geração de novos negócios e implementações de outras soluções ao negócio, as parcerias também podem auxiliar na redução de custos das empresas já que, de acordo com Fernando, podem ser oportunidades de diminuição de gastos na compra de insumos e na contratação de mão de obra, por exemplo.

 

NA PRÁTICA

Na empresa familiar Alemão o Bom, Fabiana Guadani, seu irmão e seu pai, sabem muito bem separar as coisas. A começar que todos eles recebem salários e podem até ter uma retirada maior em alguns meses. “Mas nunca a empresa pode confundir a conta jurídica com a conta pessoal”, ressalta. 

 

No planejamento, um dos pontos altos é a negociação com fornecedores. “Se a oficina tem um volume de saída de peças diárias, trabalha-se com os fornecedores que lhe dão melhores condições. Fidelizamos os que nos dão maiores descontos, mas sempre preservando a qualidade das peças”. 

E os resultados são mensurados constantemente, sempre com foco no aprimoramento, bem como na avaliação de custos. “Nós negociamos com fornecedores e cortamos custos, praticamente todos os dias para o nosso negócio dar certo. Mas não reduzimos custos na parte de peças (qualidade)”.

 

Para finalizar, Fabiana Guadani diz que no quesito opções de pagamentos aos clientes, com a quantidade de operadoras de maquininhas é possível fazer uma boa negociação. “Nós nos beneficiamos com isso e não repassamos esse custo para o cliente, pois a negociação tem que ser da empresa com a operadora, assim, buscamos a melhor taxa”. 

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