O tempo é precioso, veja nossas dicas para aumentar a sua produtividade

16/07/2018

 

 

 

Não há escola que ensine ao empresário da reparação a administrar o seu tempo para o seu negócio ser mais rentável... 

 

...quem garante é José Carlos Alquati, consultor Especialista em Reparação Automotiva. “É muito difícil dar uma dica genérica, pois há muitas diversidades, a começar pelos diferentes portes de oficinas”, diz. 

 

Mas existem caminhos. Os básicos são: a empresa ter critérios para receber o veículo, ter uma política comercial, tabela de valores para serviços, ter critérios de cobrança para garantir liquidez e capacidade de produzir serviços com qualidade para que não haja retorno de garantia. “Retorno leva o lucro da firma”, alerta.

 

Para Alquati, é preciso ter consciência de produtividade, e isso está relacionado à gestão do tempo do empresário. “Para isso, a empresa tem que estar bem organizada na parte administrativa e financeira, ter procedimentos mais padronizados, critérios para admissão, gestão, treinamentos e desenvolvimento das habilidades da equipe. Ter todos os procedimentos pré-definidos e estar com a saúde financeira em dia”. 

 

Modelo – “Quem trabalha melhor as questões relativas à produtividade são os centros automotivos e a oficina mecânica tem que se inspirar neles para ter uma qualidade de desenvolvimento melhor”. Como exemplo, ele cita o modelo europeu, onde há empresas com mais de 1.000 filiais próprias. 

 

“Elas trabalham com um índice de capacidade produtiva ideal de 95% dos espaços ocupados permanentemente, com serviços em execução. Há um box para uma avaliação prévia, no qual uma plataforma simula todos os movimentos do veículo, gerando um diagnóstico o mais próximo de uma exatidão possível. E o local é dividido por boxes, para serviços específicos”.

 

Claro que no Brasil nem sempre isso pode ser uma realidade. “Essa plataforma é muito cara e nem todas as empresas disponibilizam de espaço para isso. Mas vale ressaltar a importância dos profissionais especializados, pois o que faz tudo é o mais antiprodutivo. Ter pessoas capacitadas e qualificadas nem sempre custará mais”. E o barato sai caro. 

 

Tempo do serviço – Para o cálculo do tempo do serviço, a sugestão de Alquati é usar tabelas tempárias ou criar um modelo próprio, com o tempo limite para a troca de embreagem, revisão dos freios, por exemplo, e estabelecer um valor pré-determinado para os diferentes tipos de serviços e para os mais genéricos, realizados por hora de ocupação dos profissionais. 

 

“Mas nem sempre isso é bem dimensionado, pois mesmo com um pré-diagnóstico pode haver a necessidade de troca de outros componentes do veículo, a oficina ter que aguardar pela peça e um serviço que demoraria duas horas pode levar meio período”.

 

Tempo que não pode ser cobrado do cliente. “E isso consome a rentabilidade da empresa”. Além de poder comprometer a realização de outros serviços. “Considerando que o carro está no elevador e chegue outro cliente na oficina, ele não terá como atendê-lo naquele momento e nem sempre é garantia de que o cliente retornará depois. 

 

Tempo de se aperfeiçoar – É essencial que o empresário da reparação automotiva esteja sempre em busca de informações. “De treinamentos em todas as esferas, administrativa e técnica, ler de fato as revistas especializadas do setor, participar de feiras e congressos, e fazer intercâmbio com outras empresas e visitar as que são reconhecidas pelas melhores práticas”.

 

Movimentos esses que permitem a ele colocar em prática soluções para melhorar a performance da oficina e aplicar um planejamento financeiro adequado, visualizar a possibilidade de aquisição de ferramentas e equipamentos, que não são baratos. “É aplicar de fato uma visão empresarial”. 

Tempo de se resguardar – Também na gestão do tempo do empresário é fundamental ele ter respaldo contábil, ter um assessor e não apenas um guarda livros, para não ter problemas. “E se associar com marcas fortes para obter suporte técnico e empresarial, trabalhar com produtos de qualidade reconhecida, marketing de relacionamento e padronização”. 

 

Para Alquati, vale para os empresários do setor adotar um dos princípios da Toyota, que é trabalhar com pessoas normais, desenvolvendo pessoas e equipes excepcionais para a obtenção de resultados.

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