Problema no comando de válvulas do Chevrolet Onix

28/03/2018

 

 

A história desta edição aconteceu na SR Motors, de Jundiaí (SP), de propriedade de Sérgio Santos, com um veículo Chevrolet Onix 1.4 2015, que chegou à empresa com o cliente reclamando de luz de injeção acendendo, intermitente, com falha constante. 

 

Num motor quatro cilindros, para vocês terem uma ideia, o veículo funcionava como se fosse um de três, e a partir daí começaram os procedimentos de avaliação do carro. Esse automóvel veio de uma outra oficina, onde foram trocados a correia dentada, jogos de velas e cabos, e feita a limpeza de bico. 

 

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PROCEDIMENTO TÉCNICO

 

1-TESTE DE VAZÃO

Um dos primeiros testes realizados foi medir a vazão do cilindro. Pegamos o primeiro, segundo, terceiro e quarto cilindros e vimos que ela estava aceitável, dentro da margem dos 25%. Concluímos que as válvulas estavam vedando, tanto a de admissão quanto a de escapamento, e os anéis também.

2- VERIFICAR SINCRONISMO

A partir daí fomos para o segundo teste, para verificar o sincronismo do motor. Depois do teste de vazão do cilindro, medimos o sincronismo do motor. Sincronizamos a parte debaixo, virabrequim, a parte de cima, e o motor estava sincronizado. 

Depois de conferido o sincronismo da correia, invertemos a bobina de ignição para ver se a falha invertia de lugar. 

 3- TESTE DE VELAS/CILINDROS 

O próximo teste foi inverter as velas do segundo com a do terceiro cilindro para ver se a falha invertia de lugar, que é aquele teste que todo mundo está acostumado a fazer.  

 4- TESTE COM CABOS DE VELA

Pegamos os cabos de vela e invertemos do segundo para o terceiro cilindro, para fazermos aquele teste mecânico para ver se a falha muda de lugar. E mais um teste que comprovou que tudo estava em ordem. Demos partida no motor e ele continuou falhando. Estando tudo OK com a parte mecânica, começamos os testes eletrônicos.

 

5- TESTE DE BOBINA 

Fizemos o teste de sinal de bobina de ignição para ver se tinha alguma bobina chegando com uma tensão menor do que a outra por causa do segundo cilindro, mas também estava tudo em ordem. 

Finalizando os testes eletrônicos, fizemos o das válvulas injetoras para ver se estavam recebendo o mesmo sinal ou se tinha algum tipo de sujeira que o osciloscópio consegue transmitir. Estava tudo OK.

 

6- TESTE DE BICO INJETOR 

Um outro teste mecânico que fizemos também, apesar de já termos colocado os bicos desse carro na máquina, foi o de pressão, vazão e estanqueidade. Pegamos quatro bicos com vazão semelhante, colocamos no lugar e verificamos que não são os bicos e injetores.

Com isso, entramos em contato com o cliente e dissemos: Vamos ter que tirar o cabeçote para ver o que de fato aconteceu.

 

7- ANÁLISE VISUAL  

Tiramos o cabeçote, fizemos o teste de bancada, aquele teste que está todo mundo acostumado a fazer, colocamos a vela num lugar, botamos combustível para ver se tem algum tipo de vazamento, e não tinha.

Mandamos o cabeçote para a retífica e a mesma verificou as medidas e plainou o cabeçote, que estava tudo ok.

Depois disso, pegamos o comando de válvulas, fizemos uma análise visual no componente, mas vocês sabem que análise visual em comando de válvulas não é um diagnóstico muito preciso. Pegamos e resolvemos trocar o comando de válvulas.

 

Instalamos, trocamos as juntas de cabeçote, o jogo de juntas e todos os componentes que está todo mundo acostumado a substituir, e colocamos o comando de válvulas. Botamos no lugar, demos partida, funcionou como um relógio. Apagou a luz de injeção na hora e o motor ficou redondo

Tivemos uma informação de uma concessionária Chevrolet, que é bem parceira nossa aqui de Jundiaí, e eles nos disseram que já pegaram alguns Onix com esse tipo de problema.

 

8- COMPARANDO O CAMES

A diferença entre um cames e outro, apesar de bem pequena, se alinharmos de uma forma mais paralela à posição do segundo cames, do segundo cilindro, conseguimos perceber uma ondulação diferente do comando velho para o novo.

 

 9- DESLOCAMENTO DO CAMES
Houve um deslocamento de angulação, mas um deslocamento de uma forma lateral do cames, onde percebe-se que ele se moveu, possivelmente para não ter problema com a válvula, não quebrar ela e isso gerou toda a falha.

 

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