Ford Ka com junta de cabeçote queimada

29/01/2018

 

Reparador fala que veículo entrou na oficina com a luz de injeção acesa e o cliente reclamando de falha

 

O empresário da reparação Sérgio Ricardo Ferreira dos Santos, da oficina SR Motors, da cidade de Jundiaí (SP), conta o caso de um motor 1.0 de 3 cilindros que equipa o Ford Ka 2015 – o ‘kazinho’, como também é conhecido. Ele diz que esse carro entrou na empresa com a luz de injeção acesa e o cliente reclamando de falha.

 

“Como esse motor tem um funcionamento meio quadrado por natureza, pelo fato de ter 3 cilindros, nosso diagnóstico tornou-se um pouco mais complexo. Então, iniciamos a análise da forma que fazemos em todos os motores e a solução foi bem prática: nós analisamos o pulso dos bicos e das bobinas com o osciloscópio e estava tudo normal. Parte eletrônica também”.

Sérgio e sua equipe continuaram a verificação.  “Sendo assim, resolvemos fazer o teste mecânico, que é o teste de vazão de cilindro e chegamos num diagnóstico: a válvula de admissão do primeiro cilindro estava com má vedação. Tiramos o cabeçote e veio a confirmação: a válvula de admissão estava com a ponta queimada, até meio quebrada – o que não é muito comum nesses carros, apesar de o motor já ter 250 mil quilômetros”, explica.

 

O empresário relata que foi só encaminhar o cabeçote para a retífica. “Coloquei o bico na máquina para fazer os testes de vazão, estanqueidade e leque, e realmente o bico do cilindro estava com volume desproporcional. Logo, foi só encomendar as peças novas e trocar bico, correia dentada e junta de cabeçote, o básico para uma montagem e desmontagem de cabeçote. Feito isso, liberei o carro para o cliente que está rodando desde a semana do Natal”.

 

Pós-venda - Para concluir, Sérgio conta que a sua oficina já fez o feedback com o cliente, “pois nosso serviço só termina depois de sete dias de o carro liberado: ligamos para ele para perguntar como está o veículo e avaliar o nosso serviço. Este cliente disse estar muito satisfeito com o motor.  O intrigante é o diagnóstico, pois esse modelo tem um balanço não muito comum e o pessoal deve ficar em alerta para não errar na análise”.

 

 

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