UMA VIDA NA OFICINA, REPARADOR DESDE CRIANÇA

13/12/2017

Há 59 anos no setor, Nelson Garbuggio conta sua história e revela suas principais conquistas e desafios

 

Com 71 anos e muita disposição ainda para trabalhar, Nelson Garbuggio está no mercado há 59 anos. Hoje, o reparador é proprietário da Garbuggio Centro Automotivo e Peças Ltda., em São Caetano do Sul (SP), além de oficina, o estabelecimento também conta com um setor de autopeças, administrado por seus dois filhos, Elisabete Garbuggio e Nelson Garbuggio Fillho.

 

HISTÓRIA – Seu primeiro emprego no setor foi aos 12 anos como auxiliar de mecânico na Chocolates Pan, onde seu pai João Garbuggio era o chefe da oficina. “Eu cumpria uma carga de 240 horas no mês e trabalhava de segunda a sábado. Como eu morava perto, quando o expediente acabava eu ia para casa, fazia minhas tarefas escolares e depois às 19h eu ia para a escola. Agradeço muito aos meus pais e à minha avó pela cobrança e motivação no meu trabalho e estudo”, emenda.

 

Aos 15 anos, Nelson saiu da Pan e foi trabalhar na oficina Sereno e Gaspari, mesmo estabelecimento que seu pai aprendeu a profissão. Após, trabalhou nas Indústrias Aliberti (SCS), onde era responsável por uma frota de 12 veículos.

 

CAPACITAÇÃO - Com 16 anos, o reparador se matriculou em uma escola de mecânica de automoveis, Escola Profissional Urubatan. “No segundo ano, tirei meu diploma com a nota máxima e consegui um emprego noturno na própria escola como instrutor de aulas práticas”, comenta.

O profissional também decidiu fazer um estágio na Vemag, onde se especializou em DKW. “A partir desse momento comecei a trabalhar nos fundos da casa dos meus pais. Na época DKW era pouco conhecido e eu tendo conhecimento especializado nessa marca consegui uma boa clientela”, recorda.

 

DESAFIOS – Para o reparador, os principais obstáculos foram as constantes mudanças e inovações nos veículos. “Foram muitas as dificuldades, principalmente na área técnica e ferramental”, pontua.

 

Pensando nisto, o profissional decidiu investir também no estudo da injeção eletrônica em 1988. “De lá para cá venho adquirindo diversos tipos de ferramentas e posso dizer que no geral as mudanças foram para melhor”, ressalta.

 

Contudo, Nelson ainda menciona um grande problema na reposição de peças. “Ao adquirirmos peças de reposição, muitas vezes temos nos deparado com produtos de má qualidade, por isso é importante termos conhecimento sobre o fabricante para prezarmos a qualidade sempre”, destaca

 

NEGÓCIO – Em 1964, Nelson e seu pai fizeram um empréstimo para começar seu próprio negócio e iniciaram a construção de um pequeno prédio de 144m², que rapidamente ficou pequeno. “Consegui depois adquirir mais 60m² e então o primeiro espaço físico ficou com 204m². Hoje em dia estamos com 1000m² e contamos com 25 funcionários”, conta.

 

Um dos fatos históricos que ele se lembra foi a inserção de um novo serviço para atender ao cliente. “Há 30 anos existia uma grande dificuldade na hora de socorrer um veículo, seja por acidente ou defeito mecânico. Por conta disso, eu montei um caminhão guincho com uma Chevrolet 1949 e consegui mais uma fonte de renda para a oficina”.

 

O ano de 1991 foi marcado pela inauguração do setor de peças na oficina e o início do uso da informática para o controle de estoque de peças.

 

PAIXÕES E FAMÍLIA – Como forma de lazer, o reparador revela que comprou uma chácara há 44 anos, onde tem passado os finais de semana e feriados com a sua família. Além disto, em seu tempo livre ele trabalha em seu carro e está sempre acompanhando as notícias do País.

 

Com 71 anos de idade, Nelson conta que ainda pretende trabalhar muito nessa área. “Gosto muito da minha profissão e tenho prazer em desempenhá-la, me sinto muito satisfeito e realizado por tudo que conquistei. Trabalho das 7h às 19h na oficina e adoro fazer a montagem completa de motores, câmbio e diferencial, freios, suspensão e injeção eletrônica”, completa.

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