TRANSMISSÃO DSG, DE DUPLA EMBREAGEM

31/10/2017

 

Saiba mais sobre os cuidados na substituição do fluido da transmissão e a importância da manutenção preventiva

 

DQ250 DSG é uma caixa de velocidades de mudança direta (em alemão: Direkt-Schalt-Getriebe),  uma caixa de velocidades de eixo duplo e duas árvores de engrenagens tendo cada uma um pinhão de saída da força, controlada eletronicamente em um design transversal, e com controle totalmente automático ou semimanual. 

 

As primeiras transmissões reais de dupla embreagem foram derivadas do desenvolvimento interno da Porsche para 962 carros de corrida na década de 1980, projetadas pela BorgWarner e licenciadas para o Grupo Volkswagen. Ao usar duas embreagens independentes, uma DSG pode atingir tempos de mudanças mais rápidas e eliminar o conversor de torque de uma transmissão automática epicíclica convencional.

 

As transmissões DSG com embreagem molhada (são imersas no fluido que tem a função de aplicação e resfriamento) utilizam dois filtros de fluido, um filtro interno e outro refil externo. Para substituição do filtro interno é necessária remoção e desmontagem do câmbio para ter acesso, já o refil tem fácil acesso na parte externa da transmissão e tem que ser substituído junto à troca preventiva do fluido. 

 

 

TRANSMISSÃO DSG - Muitos mitos deixam os técnicos e os proprietários dos veículos em dúvida sobre a substituição do fluido da transmissão DSG ou até mesmo as automáticas convencionais, com a velha história de ser long life ou vitalício, porém a falta de manutenção preventiva tem trazido alguns problemas bem graves nesses modelos de transmissão. 

 

Sim! A manutenção preventiva de substituição do fluido é necessária e com um prazo mais curto que imaginamos, sendo recomendada em veículos hoje com 30.000 quilômetros em condições de uso severas (carro que é pouco utilizado, menos de 10 km por dia), enquanto que a falta dela pode trazer algumas dores de cabeça, tanto ao técnico quanto ao proprietário. 

 

Uma transmissão DSG é disposta de engrenagens mecânicas, que com o atrito das peças acaba por liberar pequenas limalhas do seu desgaste natural de uso, tendo o mesmo fluido responsável em lubrificar todos os elementos, responsável pelos comandos hidráulicos no corpo de válvulas, aplicação das embreagens e resfriamento, necessita de filtros para que essas contaminações não se depositem em lugares inapropriados, como no corpo de válvulas, podendo travar uma válvula de gaveta ou acumular depósitos nos sensores indutivos e gerar interferência nos comandos de troca de marcha. 

 

MANUTENÇÃO PREVENTIVA - A manutenção preventiva inclui a substituição do fluido (quando deve ser sempre utilizado o homologado pelo fabricante) e o filtro refil que tem o acesso externo. Na imagem vemos dois filtros (Foto 3), o maior é da transmissão DQ500 que embarca na Audi Q3 2.0 TFSI no Brasil, no qual está totalmente bloqueado com os resíduos do desgaste natural do câmbio, quando ele para de filtrar por entupimento, mas que tem uma válvula de segurança que deixa o fluido continuar circulando, para que não haja uma baixa vazão interna e venha gerar problemas por falta de pressão hidráulica. 

 

 

A válvula fica localizada na parte superior do filtro e quando o filtro entope ela abre para dar passagem livre aos contaminantes internos na transmissão DSG. A limalha é o maior problema de todos, pois como foi falado acima, ela acaba por aglomerar nos sensores e gerar interferência em seu funcionamento. Quando essa contaminação entra em excesso na transmissão, ela vai acumular nos sensores conforme a foto 4, podendo causar vários códigos de falhas e mau funcionamento do veículo.

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