RNA, RASSINI - NHK AUTOMOTIVE

03/10/2017

Com forte atuação na linha pesada, mercados original e reposição, grupo festeja 85 anos de atuação e longa vida pela frente

 

Era o início dos anos de 1930 quando a Fabrini nasceu, no bairro da Pompéia, em São Paulo (SP), como fornecedora de molas de suspensão para o mercado de reposição. Décadas depois, chegaram as primeiras montadoras no País e, estrategicamente, em 1960 ela foi transferida para São Bernardo do Campo (SP), sendo a primeira fornecedora de molas para a indústria automobilística. Assim, ela passou a atender os dois segmentos: reposição e o original. 

 

Em 1996, a Fabrini foi incorporada pelo grupo mexicano, San Luis Rassini, produtor de sistemas de suspensão e frenagem para o mercado original. No mesmo ano, uniu-se à NHK Automotive, com sede no Japão, também voltada ao mercado original, produtora, por exemplo, de feixes de molas e assentos automotivos, além de um portfólio diversificado que atende outros setores. Resultando, assim, o grupo nipo-mexicano: RNA, Rassini - NHK Automotive. 

 

E quem conta essa história é Newton Rosset, gerente Comercial da Fabrini para o mercado de reposição. “Quando cheguei em 1991, o neto do fundador (Caetano) estava assumindo o controle, ele mudou completamente a gestão e a equipe. Ele tinha a visão que por vivermos para as montadoras, e eram elas quem endossavam a nossa atuação na reposição, no máximo em cinco ou dez anos perderíamos mercado, pois as montadoras começavam o global search, cotações mundiais, optando por fornecedores que têm plantas em diversos países”, recorda-se. 

 

E foi assim que veio a decisão em unir-se a um grupo global. “A princípio com a Rassini, que tem forte presença no mercado norte-americano e, posteriormente, com a NSK, que tinha um acordo de tecnologia com a Rassini, e plantas em quase todos os continentes. Decidiram, assim, ter uma operação na América do Sul”, esclarece. E com duas unidades fabris: a da NHK, antiga Cimebra, em Nova Iguaçu (RJ), e a da Fabrini, em São Bernardo do Campo (SP). 

 

“Talvez no futuro, uma tendência é termos uma nova planta, uma única fábrica. Não sei se seria melhor em termos de logística, pois é vantajoso ter fábricas em dois Estados. Mas, a logística intercompany deixaria de existir, o que é muito bom, pois reduziria custos”, analisa. As duas plantas somam 35.000 m² de área construída, área total de 55.000 m², e produzem molas helicoidais, feixes de molas e acessórios para suspensões automotivas. 

 

Atualmente, a RNA, Rassini - NHK Automotive tem aproximadamente 850 colaboradores. Localmente, a gestão é brasileira e se reporta aos acionistas mexicanos e japoneses. 

 

Mercados

 

Historicamente, as montadoras tinham uma participação de 80% nos resultados da RNA, Rassini - NHK Automotive, o setor de reposição, 15%, e aproximadamente 5% era a representatividade das exportações. “Com a queda de produção e vendas montadoras, esse cenário mudou. A reposição passou a ter uma participação de 25%, as exportações, cerca de 10%, e o restante é o mercado de montadoras”, especifica Rosset.

Segundo ele, “Isso não quer dizer que os volumes cresceram na reposição, mas sim que despencaram para as montadoras. Para se ter uma ideia, chegamos a processar 7,6 mil toneladas de molas por mês e hoje estamos próximos a 4 mil toneladas”, compara. No segmento de montadoras, o principal cliente é o da linha pesada, responsável por 70% do total. 

 

E apesar da produção de veículos pesados ser menor quando comparada à linha leve, Rosset esclarece que o valor agregado é infinitamente maior. “Nós temos o melhor portfólio da linha pesada, com 5.700 itens, que na reposição, cada um deles, pode ser transformar em 15 ou 20, pois comumente se troca a lâmina que quebrou e não todo o feixe”, acrescenta. 

 

Na linha pesada, a Fabrini vende onde a operação é severa e a manutenção centralizada. “Vendemos custo por quilômetro”, destaca. “E o nosso principal cliente final, via distribuidor, é o frotista. No passado nós fizemos um trabalho forte com este público, começamos com empresas de ônibus e partimos para outras que tinham características semelhantes, como empresas de coleta de lixo, mineradoras, chegando até as usinas de álcool, e nos consolidamos fortemente neste segmento”, afirma.

 

Na linha leve, a atuação é junto ao canal tradicional. “Fábrica, distribuidor, varejo, centros automotivos/oficinas e consumidor final. O distribuidor é o canal pelo qual a peça chega ao real cliente, e ele tem um papel importantíssimo, pois toda a logística é complicada no País”, diz, analisando o cenário atual da configuração do mercado.

 

“Os dois elos (distribuidor e varejo) se espremem. O que se vê é muitas vezes o distribuidor atuando como varejo, e o varejo comprando diretamente da indústria. As lojas que investiram mais, abriram mais pontos de vendas, passaram a ter um poder de compra maior com as fábricas. Existe também um movimento das menores se uniram em redes, tipo associativismo, para fazerem o mesmo". 

 

Retomada

 

Neste segundo semestre, Newton Rosset prevê uma retomada do mercado de reposição. “Até em função de uma venda menor de automóveis nos últimos três anos, a tendência é as pessoas fazerem a manutenção dos que têm. Na linha pesada, nosso maior segmento de reposição, a frota está envelhecendo, o que também gera negócios. Acreditamos que ambos os segmentos irão crescer, em um ritmo de um dígito, e que o mercado de reposição irá crescer pelo menos pelos próximos três anos, com uma pequena melhora da economia e o envelhecimento da frota”.

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