FOCADA EM FRANCESES, OFICINA FOI A PRIMEIRA DO GÊNERO NO RIO DE JANEIRO

31/08/2017

Através de muito estudo, experiência e perseverança, João Batista provou que é possível administrar um negócio bem-sucedido e oferecer o que há de melhor ao cliente

 

Especialista em veículos franceses há mais de 20 anos, João Batista Silva é proprietário da Oficina do Francês Serviços Automotivos Ltda., no Rio de Janeiro. Mas, para ser referência na região e chegar onde está hoje, o reparador percorreu um longo caminho para se tornar especialista nessa área.

 

Atualmente a oficina está localizada no bairro de Bonsucesso e atende veículos por meio de agendamento, com uma média de 80 carros por mês, possui quatro funcionários, seis elevadores, equipamentos de alinhamento, retífica de freios, scanner, entre outros, e ainda comporta 11 automóveis em pleno trabalho e tem espaço para abrigar 21, se necessário. O estabelecimento também conta com seguro contra incêndios e possíveis danos.

 

HISTÓRIA – Batista entrou na área após a realização de um curso no SENAI. Seu primeiro emprego no ramo foi um estágio dentro de uma concessionária Volkswagen. Em seguida, iniciou um trabalho na Ford por dois anos e depois parou para explorar um novo setor, o mercado financeiro, onde teve como patrão Sr. Raul, que foi muito importante para a sua carreira. 

 

O reparador também trabalhou na GM e, em 1994, começou a atuar na Citroën. “Dentro da concessionária pude fazer muitos trabalhos como técnico, dar suporte na manutenção e realizar uma série de treinamentos, dentre eles lembro de um muito especial para mim, me mandaram fazer um curso de hidráulica por 28 dias em Paris, foi minha primeira viagem internacional e no primeiro dia fizemos um teste de conhecimentos gerais e tirei a maior nota, sendo premiado pela organização do evento”, recorda.

 

NEGÓCIO – Em 1998, após perceber uma carência no setor de mão de obra independente especializada na linha francesa, Batista decidiu abrir seu próprio negócio. Para isto, o profissional contou o apoio de seu antigo patrão do mercado financeiro, que havia revelado interesse anteriormente em investir nesse negócio com ele.

 

“Ele deu o pontapé inicial, entrou na sociedade com 54% e eu com 46%. Meu antigo chefe na Citroën também quis entrar na sociedade e eu dividi com ele uma parte da minha porcentagem, mas tivemos problemas com esse sócio e rompemos. Com isso, eu o Raul continuamos a tocar o negócio, e após quatro anos conseguimos colocar a empresa em ordem”, relata.

 

Com o passar do tempo, o sócio-majoritário, hoje já falecido, decidiu vender a empresa para o reparador. “No início ele queria que eu pagasse apenas o valor simbólico de R$ 1,00, mas eu não aceitei. Disse que ia comprar a firma pelo valor justo e pagar em algumas prestações, fizemos dessa forma e as últimas prestações acabei pagando para a família dele, quando ele veio a óbito”, lamenta. 

 

 

PÚBLICO – “Hoje nós não temos fachada na loja devido às exigências impostas pela Prefeitura, mas entendemos que o nosso público não é o de rua, são pessoas que já nos conhecem e nos acompanham há bastante tempo, por isso, não vimos a necessidade de impor uma fachada em nosso estabelecimento. Trabalhamos também com agendamentos, mas mesmo assim atendemos os veículos que chegam eventualmente e precisam de serviços rápidos”, comenta.

 

EQUIPE – O profissional considera a oficina uma empresa familiar, pois o clima de carinho e respeito é grande. “Eu, minha esposa, que cuida da parte administrativa, e meus quatro funcionários tomamos café, almoçamos e lanchamos juntos. Isso deve acontecer em todas as empresas, pois quando todos torcem pelo negócio, as chances de crescimento são maiores”, ressalta.

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