JEEP RENEGADE, COM FALHAS NA TRANSMISSÃO

31/07/2017

 

Problemas no software deixam o câmbio automático instável e a solução é realizar a atualização do software na concessionária

 

Recentemente, a Jeep comemorou o emplacamento da unidade número 100.000 do Renegade, após exatos dois anos do início da produção. Contudo, algumas falhas no software do câmbio automático têm causado problemas aos proprietários, tanto nas caixas de nove marchas no modelo com motor 2.0 diesel quanto nas de seis marchas atreladas ao 1.8 flex. 

 

Segundo Alexandre Gomes Teixeira, diretor Técnico da Clínica dos Automáticos, a transmissão automática do Renegade 9HP-45 é de nove marchas à frente e uma à ré e traz muitos benefícios ao consumidor. “A ideia de ter nove marchas e conseguir adequar a curva de torque do motor traz muitas vantagens, como diminuir o índice de poluentes e, consequentemente, o consumo de combustível, e oferecer conforto para os ocupantes do veículo”, pontua.

 

O problema de falhas na transmissão, segundo o reparador, não tem sido uma exclusividade dos carros da Jeep. Outras marcas estão registrando as mesmas reclamações, como a Land Rover. Para resolver essa questão, é preciso do suporte da montadora. 

“Nós, reparadores independentes, precisamos da rede de concessionárias para realizar a atualização desse software”, explica. 

 

Teixeira orienta que os carros que trazem essa transmissão devem ser redirecionados para as concessionárias para a realização de um recall. “Este defeito é um problema que deve ser resolvido na garantia”, afirma. Ainda conforme rápida pesquisa na internet, relatos dão conta de que essa atualização realizada pelas concessionárias não têm resolvido por completo essas falhas.

 

NA PRÁTICA – Proprietário de um Renegade desde julho de 2016, o empresário Fabrício Homem de Melo conta

 

que passou por uma situação em que a transmissão falhou. “Um mês após a compra, estava passeando com a minha esposa no sul de Minas, atravessamos ruas de pedras e andamos a 20 km devido a um evento na cidade. Parei por um instante sem desligar o carro para pedir informação e deixei apenas em ponto neutro; quando fui engatar a ‘D’ e acelerar, o veículo simplesmente não andava”.

 

Ele relembra que chegou a colocar em ponto neutro novamente, desligar e ligar, e em certo momento o carro até chegou a andar por 2 km, mas não passava da terceira marcha. “Uma luz vermelha acendeu no painel. Parei e liguei no 0800 e eles me orientaram a realizar alguns procedimentos, contudo nada aconteceu e eles me indicaram chamar um guincho. Após, eu e minha mulher lemos o manual e vimos que havia um procedimento a ser feito, e andando aos poucos conseguimos chegar até nossa pousada em Caxambu”.

 

Melo destaca que ficou chateado com o ocorrido pelo fato de o carro ter 3.000 km rodados. “Voltei à concessionária Jeep Colorado, em Taubaté (SP), onde tinha feito a compra. No dia seguinte fui informado de que o problema era no módulo do câmbio. Depois de três dias, me mandaram um carro reserva até o meu ficar pronto, o que levou uns 15 dias. Apesar de todos os dissabores, fui bem atendido e depois desse episódio meu automóvel já está com 21.000 km rodados e não deu mais problemas”.

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