EMPLACAMENTOS 2017, BONS RESULTADOS SÓ A PARTIR DE AGOSTO

25/07/2017

Segundo as entidades de classe, até final do primeiro semestre não  se espera recuperação em números de vendas e emplacamentos

 

O nível do emprego no país continua provocando efeitos negativos no resultado de vendas de vários setores da atividade econômica. Em junho, segundo divulgação do Ministério do Trabalho, 14 milhões de trabalhadores continuaram sem carteira assinada, embora um pequeno número de vagas tenha sido aberto no mês.

As expectativas para o ano da Fenabrave e da Anfavea continuam a apontar para leve evolução no número total de emplacamento, mas não se percebe muita confiança por parte dos dirigentes dessas entidades, quando são chamados a comentar sobre o que esperam para os meses futuros.

Antônio Megale, presidente da Anfavea, explicando o bom desempenho ainda em maio, comentou: “Ainda precisamos aguardar o desempenho dos próximos meses, mas a sinalização é de que estamos consolidando a estabilidade. Se as reformas forem aprovadas, o próximo passo é voltar a crescer”.

As previsões apontam que os emplacamentos deverão crescer 3% em 2017, o que representará 2,7 milhões de novos veículos.

 

Razões – Alguns fatores que influenciam o desempenho do setor foram alvo da atenção de consultorias especializadas: a demanda de crédito pelo consumidor (que subiu 7,9% em maio, em relação ao mesmo mês de 2016), a redução da taxa de juros, que amplia o número de interessados em compra a prazo (que é o caso de veículos novos), e a expectativa de demanda do consumidor, que vem reagindo nos últimos meses.

Entre os segmentos da frota, os carros mantêm saldo positivo no emplacamento, ainda que tímido.

 

Leves – Alguns modelos tiveram um aumento expressivo no volume de vendas em 2017, tendo o Renault Sandero liderado esta lista, com 45% de volume superior, seguido pelo Ford Ka, com 33% de evolução. Enquanto isso, o Onix da GM dispara como o mais vendido, liderando há dois anos consecutivos.

Comerciais leves –  Continua com desempenho geral apenas razoável, enquanto a venda de caminhões e ônibus mantém-se em compasso de espera.

 

Explica-se: para transportar a safra recorde, estimava-se investimentos na renovação da frota de caminhões. No entanto, o que está acontecendo é a reparação da frota e, portanto, o  aftermarket é que está se beneficiando. Nem a redução da taxa de juros tem contribuído para reverter a tendência de investimentos no segmento. 

 

Motos – O desempenho continua a esbarrar na questão da falta de crédito dos potenciais compradores, diferentemente do segmento de máquinas agrícolas, em que espera-se reação a partir de agosto.

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