Diesel linha leve, segmento interessante ou não?

29/05/2017

 

 A frota está aumentando a cada dia e os consertos costumam ser caros, 

mas o reparador precisa se capacitar e ter uma série de equipamentos

 

As vendas de picapes, vans e SUVs com motores a diesel têm crescido no Brasil, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Para muitos, a manutenção desses veículos é complicada, por causa da presença e ausência de componentes, comparados com os motores do Ciclo Otto. Mas aqueles que se aventuraram a incluir a mecânica diesel no leque de atuação não têm do que reclamar.

 

Francisco Carlos de Oliveira, proprietário da Stilo Motores, no bairro do Mandaqui, zona Norte de São Paulo, vislumbrou essa oportunidade há mais de cinco anos, e não se arrepende. 

Claro que os desafios aumentaram, porém o segredo do sucesso é estudar bastante. “Sempre que encontrava algo que desconhecia, pesquisava na internet, conversava com outros reparadores, falava com os técnicos das fábricas, fazia cursos, corria atrás de todas as informações que precisava para resolver o problema do cliente”, conta.

 

 

Um caso recente que pegou na oficina foi de uma vela incandescente em curto-circuito. O veículo era uma van Ford Transit 2013/14 com motor 2.2 TDCi Euro 5. Oliveira conta que o utilitário chegou à oficina com o filtro de partículas (DPF) saturado, após tê-lo trocado havia apenas três meses em outra oficina. “Trata-se de uma peça caríssima, que custa entre R$ 12.000 e R$ 14.000 na concessionária, e não costuma apresentar esse tipo de defeito”, comenta.

 

“O cliente estava insatisfeito, pois havia trocado a peça, o carro ficou bom por três meses, mas o defeito voltou”, diz Oliveira. O problema identificado pelo scanner era a vela incandescente em curto. Porém, ao retirar o componente e efetuar teste de bancada, a peça funcionou perfeitamente. “A ponta avermelhou e parecia normal, e esta é uma pegadinha, pois, mesmo tendo ficado vermelha, o componente não mandava sinal para o módulo, e assim o sistema de regeneração do filtro não entrava em ação”, explica Oliveira.

 

 

Sergio Torigoe, do Centro de Diagnóstico Automotivo Torigoe, atenta para o fato de que nem todos os veículos diesel Euro 5 usam velas incandescentes no sistema de regeneração do filtro de partículas. “Alguns veículos utilizam como estratégia tornar a mistura pobre para sobreaquecer a exaustão e queimar o material particulado.

 

 

 

Resultado - No caso da Ford Transit atendida na Stilo Motores, Oliveira trocou a vela incandescente, aplicou um produto para a limpeza do DPF e saiu para rodar com o veículo em circuito rodoviário. “No começo, o carro não passava de 80 km/h, mas assim que o filtro entrou em módulo de regeneração, ficou bom”, afirma.

Para dar mais segurança, Oliveira realizou uma manutenção preventiva com a troca dos filtros de ar e de óleo do motor. “Assim temos a certeza de que o veículo está 100% e o cliente poderá rodar por mais tempo sem problemas”, afirma.

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