BALANÇO GERAL, REPARADORES AVALIAM A AUTOMEC

26/05/2017

Os profissionais destacaram o contato com os fabricantes, 

as centenas de novidades apresentadas e o novo pavilhão

 

A Automec 2017 foi um sucesso. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, contabilizou 74.252 visitantes nos cinco dias da feira, número que superou as expectativas iniciais, de 70 mil visitantes. 

O novo pavilhão de exposições do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, agradou a maioria dos reparadores que visitaram a feira. O espaço se destacou principalmente pela maior organização e a beleza dos estandes.

“Gostei muito do novo local”, disse Sandro Araujo, presidente do Grupo Mecânicos Premium e gestor da Multijet Import, de Tubarão (SC). Assim como ele, o engenheiro mecânico  Josmar Boschetti Junior, da Especializada Josmar, de São Paulo (SP), elogiou o pavilhão na Imigrantes. “Havia um maior número de expositores e algumas novidades”, afirmou.

Para Francisco Carlos de Oliveira, da Stilo Motores, também na capital paulista, o novo local foi acertado. “A feira contou com uma estrutura muito melhor, mais bem organizada e com mais expositores que as demais edições da Automec”, declarou, acrescentado que ele participou de todas as anteriores. 

 

Proximidade - Entre as novidades em lançamentos de autopeças, ferramentas e equipamentos, os reparadores elogiaram a disponibilidade dos fabricantes em atendê-los. “As empresas acolheram bem, toda equipe das marcas estava lá para nos atender”, disse José Natal da Silva, da MegaCar.

Segundo o empresário paulista “as empresas entenderam que quem vende a marca delas é o reparador. Nas edições anteriores, os espaços eram reservados para os distribudores e grandes varejistas, e, pelo que vi na feira deste ano, isso mudou”, afirma.

Edson Roberto de Ávila (Mingau), da Mingau Automobilística, de Suzano (SP), concorda com Natal. “As empresas estavam preocupadas em passar informações de mercado para os reparadores”, comentou. 

Opinião similar tem o engenheiro Sergio Torigoe, do Centro de Diagnóstico Automotivo Torigoe, de São Paulo (SP). “Os fabricantes de autopeças nacionais estavam bem atenciosos. Foi possível conversar sobre novos produtos e problemas gerais, como qualidade dos componentes e garantia.” 

 

 

Dicas - Torigoe aproveitou a feira para tirar dúvidas técnicas, principalmente da linha asiática.

“Recentemente, eu troquei os amortecedores de um Honda Fit que estavam batendo e o defeito persistiu, ainda que em menor intensidade. O técnico da Cofap explicou que pode ser por causa da calibração dos pneus, e que para resolver bastava colocar 32 libras na frente e 30 atrás”, citou. 

Outra dica garimpada por Torigoe foi sobre a instalação dos amortecedores do Nissan Sentra. “O técnico da Cofap me contou que, quando se trocam os amortecedores dianteiros, ao fazer o alinhamento, deve-se levar o carro com os parafusos dos batentes soltos, pois somente assim se consegue o correto acasalamento do amortecedor”, informou.

Segundo ele, “do contrário, os amortecedores podem ficar travados e trabalharem forçados. Isso acontece porque os furos do batente na carroceria são ovais, para permitir o melhor ajuste do novo amortecedor e evitar que fiquem com as hastes travadas”, diz Torigoe.

Francisco Oliveira, da Stilo Motores, destacou ainda o convite que recebeu da Urba e Brosol para participar da Automec, como convidado VIP, fruto de campanha de relacionamento realizada com reparadores.

 

Garimpo - Pelo olhar dos reparadores, a Automec foi boa para garimpar novos fornecedores e ferramentas inexistentes no mercado nacional. Acostumado a frequentar feiras internacionais, Boschetti disse que realizou bons negócios. “A feira não é tão grande e nem tem tanta variedade quanto a de Frankfurt, mas encontrei ferramentas boas”, revelou. 

Torigoe aproveitou para fazer contatos com fabricantes de peças miúdas, de fixação automotiva. “Muitas vezes precisamos de presilhas de portas e outras miudezas que são difíceis de encontrar nas lojas de autopeças. Na feira, conseguimos contato com o fabricante, que pode nos indicar os distribuidores mais próximos”, afirmou.

 

 

Ferramentas - Um setor da Automec que sempre chama a atenção dos reparadores é o de ferramentas e equipamentos. Nesta edição não foi diferente. Araujo destacou o portfólio de ferramentas para modelos importados apresentados por Raven, Autel, Snap-on e o KTS 590, da Bosch.

 

 Para Natal, um dos destaques foi o aparelho da Sun que realiza o diagnóstico por temperatura, pelo aquecimento de algumas partes do veículo e pela diferença de temperatura. “É um equipamento muito interessante, porém não conhecemos ainda a eficiência do diagnóstico que ele realiza”, ponderou. 

Mingau gostou de ver a velocidade com que os fabricantes de ferramentas tem atualizado o portfólio de produtos. “Vi vários ferramentais para veículos que ainda nem entraram nas oficinas. Isso mostra que os fornecedores estão atentos ao nosso mercado, porém, alguns valores cobrados são absurdos, inviabiliza a compra”, disse.

Quem também ficou atento às novidades de ferramentas foi Torigoe. “Gostei muito do equipamento de testes de cabos de velas da Raven, e do modelo de negócio do scanner da Plana TC, que custa a partir de R$ 1.500,00”, citou. 

O reparador ainda ficou interessado em outros equipamentos. “A máquina de teste de amortecedores apresentada pela Tecnomotor, que dispensa o maquinário de um shock tester para avaliar as condições do sistema de suspensão do carro, me surpreendeu”, finalizou Torigoe. 

 

 

Críticas - Apesar de o interior da feira estar muito bem montado, com belos estandes e excelente

 receptividade dos expositores, a estrutura viária para chegada e saída do pavilhão foi bastante criticada pelos reparadores que visitaram a Automec, principalmente no último dia, um sábado no meio de um feriado prolongado.

“O acesso ao estacionamento não suportou a quantidade de carros, e na saída da feira chegou a demorar uma hora para deixarmos o local”, contou Boschetti. “Eu nem consegui atravessar o viaduto de tão congestionado que estava. Estacionei na rua, perto do metrô, e desci a pé para o pavilhão”, disse Natal.

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