DEFEITOS COLOCADOS – Medo de airbag

01/05/2017

 

Durante dois anos, motorista dirigiu carro com diferença de giro no volante por conta de alinhamento mal feito; resultado do receio de alguns profissionais que desconhecem os procedimentos para retirar e recolocar as bolsas de ar

 

Muitas vezes nos deparamos com situações que não são normais e isso é geralmente causado por receio de alguns profissionais em mexer com o que não conhecem e não entendem. O resultado é ruim para o cliente, o dono do carro.

Tivemos este mês aqui na oficina um caso assim. Após sofrer uma colisão do lado direito, o carro voltou do conserto em perfeito estado, visualmente falando.

Porém, ao dirigir, ficou claro que o veículo tinha um problema. Esterçava mais para um lado do que para o outro. Isso não é normal, pois nenhum carro sai de fábrica assim. Era claramente um defeito colocado.

O veículo em questão era um Volkswagen Gol G5, 2013, com airbag, com 170.000 km rodados, mas poderia ser com qualquer outro modelo.

O proprietário contou que o carro estava assim já fazia dois anos, e até agora ninguém tinha tido coragem de resolver o problema. Digo coragem pois é comum ainda encontrar profissionais que se recusam a mexer em sistemas de airbag. Impressionante. E foi justamente por causa do airbag que essa confusão toda começou.

 

Para não ter de retirar o volante na hora de fazer o alinhamento, após consertarem a funilaria e pintura, decidiram alinhar só por baixo. E nem sempre é suficiente, às vezes é preciso soltar o volante. Mas, por falta de conhecimento e receio, fizeram o que era mais confortável e o carro ficou com curso de giro de volante menor para um lado.

Para resolver o problema centralizamos a barra de direção e, claro, o volante ficou torto. Porém, agora o carro virava para os dois lados de forma uniforme. Para desentortar o volante o procedimento é relativamente simples, e necessita apenas de um pouco de atenção.

Para alinhar o volante, algumas vezes é preciso desmontar o volante, mas com carros com airbag a tarefa é um pouco mais trabalhosa e exige atenção

 

Primeiramente é preciso desligar a bateria. Esse é um passo importante para reduzir o risco de um acionamento acidental do airbag, que é explosivo e pode machucar. Deve-se, porém, se atentar para o modelo de veículo que se está mexendo, pois algumas marcas e modelos não costumam aceitar bem o desligamento da bateria, e acaba desconfigurando vidros e travas elétricas, computador de bordo e outros sistemas, sendo necessário a reprogramação posterior. O Volkswagen Gol G5 não acusa nenhum tipo de restrição ao procedimento.

Com a bateria desconectada, deve-se aguardar 15 minutos para que todos os sistemas do carro desliguem. O airbag é preso ao volante por dois parafusos. Basta soltá-lo se puxar todo o conjunto para fora, com cuidado para não quebrar a cinta do airbag. Depois é só desconectá-la, assim como o fio da buzina e pronto.

 

Com a bateria desconectada, deve-se aguardar 15 minutos para que todos os sistemas do carro desliguem. O airbag é preso ao volante por dois parafusos. Basta soltá-lo se puxar todo o conjunto para fora, com cuidado para não quebrar a cinta do airbag. Depois é só desconectá-la, assim como o fio da buzina e pronto.

O procedimento termina soltando o volante da coluna para centralizá-lo, de acordo com as rodas. Depois é só remontar tudo, sem esquecer de reconectar a cinta do airbag e o fio da buzina.

 

 

Alexandre Morikawa
Automecânica e Elétrica Morikawa

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