SISTEMA DE IGNIÇÃO - Manutenção preventiva é fundamental

 

Apesar de serem muito simples e robustos, esses componentes não podem ser esquecidos pelos reparadores e donos dos veículos

 

Desde a chegada da injeção eletrônica, o sistema de ignição evoluiu tanto que quase não dá trabalho. Velas, cabos e bobinas duram milhares de quilômetros sem problemas. Mas é nessa aparente tranquilidade que “mora o perigo”. Para o motor funcionar corretamente, é preciso acompanhar com atenção o desgaste de cada peça.


Um primeiro cuidado é inspecionar as velas a cada 10.000 km. Quando estão muito gastas, o desempenho do veículo fica comprometido, o consumo aumenta, as emissões disparam e o combustível que não é queimado acaba atacando o catalisador. Essas análises periódicas também podem indicar, com bastante antecedência, outros problemas no motor.

 

MANCHAS - Quando o carro está funcionando, é gerado um campo elétrico ao redor da vela. Isso costuma atrair partículas de sujeira e vapores de óleo. Ao grudarem na região do isolador (a parte de cerâmica), essas impurezas acabam formando uma camada de coloração marrom, que é conhecida como “mancha corona”.
É um fenômeno normal e não causa nenhum problema. Mas alguns reparadores, por desconhecimento, acabam achando que essas manchas são um sinal de que os gases da combustão estão vazando por dentro das velas. Se esse problema realmente ocorresse, seria notado um grande ruído, como se o escapamento estivesse quebrado.

 

 

INOVAÇÕES - Nos últimos anos, uma das grandes novidades do sistema de ignição dos veículos foi a popularização das velas com os eletrodos centrais produzidos com metais nobres, como a platina e o irídio. Como são materiais muito mais resistentes, foi possível reduzir o diâmetro das pontas para até 0,4 mm. Em comparação, um modelo comum chega a ter até 2,3 mm.
Essa redução torna a vela muito mais eficiente, com um alto poder de ignição. Também são capazes de durar até 100.000 km, segundo destacam os principais fabricantes. Instalar esses produtos de alta tecnologia em motores de carros mais antigos não causa nenhum problema, mas não é recomendado fazer o contrário, trocando as velas de platina ou irídio por comuns.

 

Atenção aos Cabos e Bobinas

 

Os cabos de ignição são fabricados com vários tipos de borrachas. Com o aquecimento do motor, o material sofre uma degradação natural. Por esse motivo, os fabricantes recomendam que seja feita uma troca preventiva desses componentes a cada 60.000 km. Para aqueles que rodam pouco, a recomendação é que a substituição aconteça a cada três anos.

 

As novas bobinas são capazes de durar mais de 100.000 km. Porém, alguns problemas no veículo podem reduzir a sua vida útil, como o uso de velas desgastadas, alternador desregulado ou até falhas no sistema de arrefecimento. Antes de trocar essas peças, o reparador deve sempre descobrir o que realmente causou a quebra.

 

 

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21/01/2020

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