AS DÚVIDAS MAIS COMUNS - Quando o assunto é amortecedor

 

Apesar de serem trocados todos os dias nas oficinas, os componentes ainda geram dúvidas e problemas 

 

Nas ruas e estradas do Brasil o que não faltam são buracos, lombadas, valetas e trechos sem qualquer pavimentação. Os amortecedores estão entre os componentes do sistema de suspensão que mais sofrem com isso e são substituídos aos milhares. Mas, apesar de ser um serviço relativamente fácil, algumas vezes acaba complicando a vida do reparador. 

Em conversas com os assistentes técnicos dos principais fabricantes do produto, são comuns os relatos de garantias improcedentes e danos aos veículos provocados pela aplicação de peças erradas, montagens com ferramentas inadequadas, manutenções parciais, entre outros casos.

 

Confira a seguir algumas dicas para ficar longe desses problemas.

 

REVISÃO - A vida útil do amortecedor depende das condições de uso do veículo, como o tipo de piso onde costuma rodar e a carga transportada. Por essa razão, não é possível estimar com precisão a sua durabilidade. O ideal é revisar todo o sistema de suspensão a cada 10.000 km ou quando o cliente notar algo anormal.

 

CULPADO - Uma grande fonte de queixas, inclusive de muitas garantias improcedentes, é fazer a troca dos amortecedores sem avaliar cuidadosamente a situação. Os sistemas de suspensão e direção têm um funcionamento complexo, além de serem influenciados pela estrutura do veículo, e as coisas nem sempre são o que parecem.  

 

SANGRIA - Outro cuidado importante é equalizar o amortecedor antes de montá-lo. O objetivo é “tirar o ar” do interior da peça e preencher completamente o tubo interno com o fluido hidráulico. Basta colocar a peça na posição de instalação e repetir a operação de puxar a haste para fora e empurrá-la de volta umas cinco vezes.

 

APLICAÇÃO - O desenvolvimento do amortecedor é realizado conforme as características de cada veículo. Em alguns casos, mesmo sendo idênticos no formato e tamanho, dois produtos podem ser muito diferentes internamente. O melhor é sempre seguir o catálogo do fabricante e não cair naquela conversa de que “esse também serve”.

 

PARES - Se apenas o amortecedor de um dos lados do veículo for trocado, o outro componente pode ter um rendimento pior devido ao maior tempo de uso. Esse desequilíbrio acaba afetando a dirigibilidade e a segurança. Sempre que possível, o ideal é substituir os quatro amortecedores de uma vez ou, pelo menos, os pares dianteiro ou traseiro. 

 

RECONDICIONAR - Velhos conhecidos das oficinas, os amortecedores recondicionados devem ser evitados. Em geral, são itens usados que passam apenas por uma reforma bem superficial, recebendo uma pintura nova e um fluido mais viscoso para “mascarar” as folgas internas. Acabam comprometendo todo o funcionamento da suspensão.

 

APERTO - Na hora da troca, outro erro bastante comum é realizar o aperto final das peças no elevador ou sobre cavaletes. Esse trabalho deve ser feito no chão. Assim, todo o conjunto de suspensão estará em seu ângulo normal de trabalho. Com o veículo suspenso, os componentes são forçados para baixo, ao contrário da sua posição normal.

 

 

 

COMPLETO - Os sistemas de suspensão e direção sempre trabalham como uma equipe. Então, fazer serviços “pela metade” é o primeiro passo para um problema no futuro. O correto é trocar tudo o que está danificado, instalar kits novos nos amortecedores e, ao final, fazer o alinhamento e balanceamento em locais que garantam a qualidade. 

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