UMA TECNOLOGIA DE VOLTA PARA O FUTURO

23/03/2018

Atualmente, todos falam sobre as vantagens da mobilidade elétrica. 

Mas você sabia que, há mais de um século, a conversa era a mesma? 

 

Hoje ninguém duvida de que os veículos elétricos estão “na moda”. Mesmo no Brasil, onde ainda são um sonho distante, grande parte dos motoristas gostaria de ter um. Os debates entre os que estão a favor ou contra a tecnologia já surgem até nas mesas de bar. O mais engraçado é que, por volta de 1900, a cena era igual.

 

EDISON - No início do século XX, principalmente nos Estados Unidos, carros, caminhões e ônibus elétricos chegaram a representar um terço da frota. A novidade contava com um “padrinho” de peso: Thomas Edison. O inventor criou a primeira bateria funcional de níquel-ferro. Muitas ainda geram eletricidade até hoje.

Porém, com a expansão das estradas e a descoberta de grandes reservas de petróleo, a frota movida a gasolina tomou a dianteira. Eram fáceis de reabastecer e o combustível era quase de graça. O “golpe final” foi dado por Henry Ford. Com o início da produção em massa, o modelo T se tornou o automóvel mais barato do mundo. 

 

GURGEL - Em 1974, em plena crise do petróleo, o Brasil também contou com um inventor visionário. João Gurgel apresentou em Rio Claro, no interior de São Paulo, um pequeno carro elétrico, o Itaipu. Na época, o engenheiro falava em pontos de abastecimento nas ruas, frotas compartilhadas e chegou a criar uma bateria “tetrapolar”. 

 

Se Gurgel e outros pioneiros da época tivessem sido levados a sério, o Brasil poderia estar na vanguarda da tecnologia. Mas, como isso não aconteceu, seguimos quase na “contramão do mundo”. Atualmente, nossas maiores iniciativas são pequenas frotas experimentais de quadriciclos, carros, furgões, caminhões e ônibus, fabricados pela chinesa BYD e a francesa Renault.   

 

E, mesmo com todas as novas tecnologias inventadas em mais de cem anos, os benefícios e desafios da mobilidade elétrica seguem os mesmos. São veículos mais silenciosos, muito menos poluentes e baratos de manter. Mas apresentam problemas de autonomia, tempo de recarga elevado e um preço alto na hora da compra.

 

 

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