JAC T5 CVT - CADA CÂMBIO TEM SUAS MANIAS

16/03/2017

O sistema de transmissão é uma grande fonte de reclamações nas oficinas,

mas a maioria dos defeitos são características do projeto, como nesse caso 

 

No final do ano passado, a JAC Motors apresentou ao mercado brasileiro o T5 CVT, o primeiro modelo da marca comercializado no Brasil com câmbio automático. Com um comportamento dinâmico bem particular, o SUV chinês agradou, mas também mostrou algumas restrições no uso cotidiano.

 

Um ponto positivo da transmissão do T5 é a presença de seis marchas virtuais, que podem ser selecionadas por meio da alavanca, no console central. Com este recurso é possível descer ladeiras íngremes somente com o freio motor.

“Ao tirar o pé do freio, mesmo em uma subida leve, o carro inicia um movimento para frente. Não tinha visto esse recurso em veículos CVT, é muito interessante”, destaca o reparador Marcelo Navega.

 

FALHAS - No entanto, há o que melhorar. Na saída, o carro costuma tremer e patinar um pouco quando se acelera. “É um comportamento estranho, mas deve ser algum tipo de ajuste ou calibração do veículo. Não acredito que seja um defeito; provavelmente, é apenas o jeito do câmbio”, arrisca Navega.

 

A partida em rampa também é sofrível. O motorista precisa pisar fundo no acelerador para iniciar o movimento. A situação piora quando o volante está esterçado. Em uma ocasião, ao tentar sair de uma vaga em subida, o T5 não arrancou. 

 

Foi preciso voltar um pouco o volante, pisar no acelerador até o fim e, ao sentir movimento, desvirar as rodas progressivamente e, ao mesmo tempo, aliviar o pé do acelerador aos poucos, para que o carro não saísse em disparada.

 

FORÇA - Mauricio Carreiro, especialista em transmissões automáticas, também avaliou o SUV. O reparador achou esse comportamento bem estranho e acredita que houve algum erro de projeto para a resposta do câmbio ser tão lenta. 

 

“A transmissão serve justamente para levar o torque do motor até as rodas. Pode ser que, em baixa rotação, essa unidade não seja capaz de desenvolver toda a força suficiente, ainda mais se considerarmos o porte do veículo”, comenta.

 

De acordo com a ficha técnica do JAC T5 CVT, o motor 1.5 VVT desenvolve uma potência máxima de 127 cv a 6.000 rpm e um torque máximo de até 15,7 kgfm a 4.000 rpm. Pode ser realmente pouco para empurrar um veículo de 1.220 kg. 

 

OFICINA - Casos como esse costumam complicar a vida dos reparadores. Quando passam a ser atendidos nas oficinas independentes, geralmente levados pelo segundo ou terceiro dono, esses veículos são considerados defeituosos.

 

Muitas vezes, depois de passar dias procurando a falha e trocar várias peças, o profissional descobre que é uma característica do veículo. Um “defeito” presente em toda a linha, desde novos. É bom ficar atento e sempre consultar outros colegas.

A baixa potência do motor pode ser a causa

 

A transmissão CVT do T5 tem prós e contras

 

 

 

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