ESPECIALISTA OU GENERALISTA? A Grande dúvida da reparação atual

Com a frota e a sociedade em constante transformação, escolher como atuar pode garantir o futuro da oficina

 

Após o falecimento do marido, Yoshio Wakabayashi, Rose Pignata decidiu manter vivo o sonho do reparador e tocar adiante a Dracena Auto Center, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. O desafio é grande, porém Rose está confiante. “Temos potencial para superar todos os desafios”, destaca a empresária.


Há dois meses, uma ideia iluminou sua cabeça. Ao conversar com um amigo, Rose descobriu que existe muito preconceito entre profissionais da reparação com relação aos clientes homossexuais. “Sempre que ele precisa fazer a manutenção do seu carro, é tratado como um ser de outro planeta. Então, eu decidi apostar nesse público”, relembra.


O primeiro cuidado foi treinar a equipe. “O cliente gay não precisa de atendimento especial e nem de uma oficina colorida. O importante é tratá-lo com respeito, sem risinhos, cochichos ou olhares preconceituosos”, explica Rose. Outro passo fundamental foi a divulgação, feita de forma discreta em locais frequentados pela comunidade LGBT.

 

GERAL - A exemplo de Rose, especializar-se em um tipo de consumidor, uma marca específica ou um sistema automotivo é a melhor solução para muitos empresários da reparação. Mas ter uma oficina de mecânica geral, como antigamente, ainda é um grande negócio. Por sinal, a maioria do setor segue trabalhando dessa forma.   

 

 

 

 

“A quantidade de serviço é maior, e o risco de ficar parado é bem menor”, pondera Claudio Cobeio, proprietário da CobeioCar. Trabalhando há mais de três décadas na capital paulista, o reparador já pensou em se especializar, mas nunca efetivou o plano. “Se eu virar monomarca posso jogar fora milhares de clientes”, avalia.

 

 

 

 

MAZDA - Na década de 1990, Fábio Augusto foi o responsável pelo treinamento técnico da rede de concessionárias Mazda no Brasil. Quando a marca deixou o país, o reparador decidiu fundar a All Motors. Hoje, a empresa é uma referência nacional. Única no país dedicada à marca japonesa, chega a atender até outras oficinas.

 

O empresário comenta que há vantagens e desvantagens em ser tão especializado. “Raramente pegamos serviços rápidos e simples. É sempre algum defeito complicado ou colocado por outro reparador que, por desconhecer a marca, mexeu sem saber e acabou piorando a situação. O melhor sempre fica com os outros”, explica.


Mas, apesar da maior complexidade dos reparos, Fábio não se arrepende da escolha que fez. Nas instalações atuais da All Motors, em São Paulo, trabalham quatro pessoas: o dono, dois mecânicos e um gerente administrativo. Juntos, atendem cerca de quarenta veículos por mês.
 

EM CASA - Outro profissional que tem ganhado destaque na reparação automotiva é o “personal car”, que atende em domicílio e resolve qualquer problema: desde uma simples lavagem até acertos na documentação, manutenção preventiva e corretiva. Na capital paulista, Pedro Rogério Rodrigues da Silva é um dos mais conhecidos. 

 

Pedrinho conta que cresceu na oficina do pai, onde começou a trabalhar desde muito novo. Sempre que aparecia um socorro na casa de um cliente, ele ia fazer. Muitas vezes, consertava o carro lá mesmo. Tomou gosto pelo atendimento em domicílio e montou uma oficina itinerante. Atualmente, estima que tem mais de oitocentos clientes ativos.


Outra especialidade de Pedrinho é a manutenção de carros antigos. Alguns colecionadores contratam os seus serviços por semanas inteiras, para fazer a revisão de todo o acervo. Porém, segundo o empresário, atender veículos mais novos e multimarcas ainda é a prioridade, uma vez que representam cerca de 80% do seu faturamento.
 


 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

  • Facebook Social Icon
DESTAQUE NA REPARAÇÃO

Gestão de fornecedores. Saiba o porquê é valiosa para a sua empresa

18/10/2019

1/3
Please reload

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Please reload