TESTE DOS AMORTECEDORES - EMPURRAR PARA BAIXO NÃO ADIANTA

10/03/2017

Ao frear ou passar sobre uma lombada, a frente do veículo deve abaixar e voltar à posição original, sem ficar quicando.

 

 

 

Quem trabalha com suspensão, seja para carros de pista ou de rua, costuma dizer que o maior talento que o profissional desse ramo precisa ter é um “traseiro sensível”. Brincadeiras à parte, a verdade é que o balanço do veículo atua principalmente na região do quadril. É com essa sensibilidade, por exemplo, que os pilotos acertam as suas máquinas.

 

“Os primeiros caminhões HR da Hyundai, por exemplo, tiveram um problema de amortecimento aqui no Brasil. Sempre que passavam em uma lombada ou valeta, a frente descia e subia repetidas vezes”, recorda José Carlos Finardi, especialista em acerto de suspensão e ex-piloto de testes da Volkswagen.

 

CONJUNTO - Finardi destaca que o ideal é nunca haver oscilações na carroceria ao passar sobre um obstáculo. “Quando a mola é comprimida, ela tende a voltar ao estado normal. Se o amortecedor estiver bom, fará a mola parar no seu comprimento padrão. Caso contrário, ela ficará esticando e comprimindo várias vezes”, explica.

 

Por isso que é sempre bom averiguar se as rodas do veículo não ficam quicando ao passar por buracos. Em caso positivo, os amortecedores estão com sérios problemas. Com a suspensão nessa situação, a estabilidade fica comprometida e começam a surgir outros defeitos, como a escamação dos pneus ou a quebra de buchas e batentes.

 

Finardi lembra ainda que o amortecedor não tem uma grande resistência de compressão, mas sim de tração. “Por isso que empurrar o carro para baixo não avalia nada. É um teste muito comum até hoje, principalmente entre os donos de veículos, mas completamente sem sentido quando o objetivo é verificar o estado do amortecedor”, esclarece.

 

TÉCNICA - Um amortecedor é formado por mais de 40 peças. A haste transmite os movimentos. Os tubos de pressão e reservatório permitem que o fluido circule entre eles. A válvula de base, fixada no tubo de pressão, controla a passagem do fluido entre os tubos. A válvula do pistão fica presa na haste e se movimenta no tubo de pressão.

 

Quando a roda do veículo se movimenta verticalmente, a haste do amortecedor se move no mesmo sentido. O fluido se alterna entre os tubos de pressão e reservatório, atravessando as válvulas do pistão e de base. A carga do amortecedor é definida pela resistência que o fluido encontra ao passar pelos orifícios dessas válvulas.

 

Para quem quer aprender mais sobre o assunto, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realizará, nos dias 23 e 24 de março, um curso intensivo de suspensão veicular. As aulas acontecerão na cidade de São Paulo, das 08h30 às 17h30. Todas as informações estão disponíveis no site da entidade, em www.aea.org.br.

 

COMPONENTES DO AMORTECEDOR

 

 

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