A peça certa, na hora certa

 

Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP, fala sobre a importância da relação entre varejo e oficinas, e o papel da tecnologia como agente facilitador.

 

No mês de novembro comemora-se o Dia do Balconista de Autopeças. Importante parceiro de negócios dos reparadores, o varejo de autopeças é o braço direito das oficinas pois exerce função além do fornecimento de componentes. “O reparador conta com o varejista para ter a peça certa na hora certa”, afirma Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP.


Em entrevista exclusiva para o Reparação Automotiva, o presidente conta os desafios da profissão e como a tecnologia tem auxiliado a aprimorar o relacionamento entre varejo e oficinas. 


Reparação Automotiva - Como o senhor classifica a parceria entre o varejo e as oficinas?
Francisco de La Tôrre - Parceria antiga que se mantém pelo relacionamento de confiança que atravessou décadas. O reparador conta com o varejista para ter a peça certa na hora certa na sua oficina. Foi desta forma que o mercado de reposição se formou e se desenvolveu. Formado predominantemente por empresas familiares, as lojas e oficinas estabeleceram uma parceria sólida mantida até hoje. Claro que houve muitas mudanças importantes e que trazem novos desafios. 

 

RA - Quais?

Francisco de La Tôrre - A própria diversificação da frota é uma delas, que provocou aumento substancial de itens na reposição. Também vemos novos modelos de negócios. Mas talvez o que será mais impactante está por vir com as novas tecnologias e a própria maneira do consumidor utilizar o veículo. Contudo, a parceria entre loja e oficina permanece fortalecida. 

 

RA - De que forma é possível aprimorar ainda mais o relacionamento entre varejo de autopeças e oficinas?

Francisco de La Tôrre - Sempre há como melhorar, seja no atendimento, entrega, estudar formas de facilitar o pagamento para clientes cativos. Hoje, com a internet, o pedido pode ser feito pelo WhatsApp, por exemplo. Criar meios de comunicação rápidos e ágeis.   

 

RA - Qual papel a tecnologia exerce neste relacionamento? Ajuda ou atrapalha?
Francisco de La Tôrre - Como citei anteriormente, a tecnologia ajuda bastante, facilita a comunicação, permite a criação de novos canais e pode ser muito útil. É preciso analisar a melhor possibilidade para o negócio e investir. O varejo, com portal de vendas, pode expandir a sua área de atuação e vender para outras regiões. Isso é muito positivo, mas o empresário precisa saber que esse canal demanda investimento e equipe de profissionais para mantê-lo ativo e atuante.

 

RA - Com a tecnologia, é possível romper barreiras de distância e até mesmo culturais? De que forma? 
Francisco de La Tôrre - Vemos isso acontecer a todo instante. Conseguimos nos comunicar rapidamente com pessoas de qualquer lugar. A tecnologia realmente aproxima e rompe fronteiras. Isso acontece em todas as áreas. O que o empresário precisa é saber utilizar esses recursos da melhor forma para atender as necessidades do seu negócio.  

 

RA - A crise econômica afetou as vendas no varejo de autopeças? Em quanto?
Francisco de La Tôrre - Sim, a crise afetou devido à queda acentuada do emprego, diminuindo o poder aquisitivo, e, consequentemente, fez com que o consumidor tivesse menos recursos para gastar. Ainda que o mercado de reposição atenda às necessidades da frota em circulação que puxa a demanda, o cenário desfavorável faz com que a pessoa compre somente o que realmente precisa. Quando falamos de reposição automotiva, isso significa que a pessoa só troca o que realmente precisa no carro, deixando de fazer outros serviços. 

 

RA - Qual o balanço de 2016?
Francisco de La Tôrre - 2016 foi um ano muito diferente por causa da crise econômica e política. A situação melhorou depois do desfecho do impeachment da presidente. 

 

RA - Qual a tendência de mercado para 2017?
Francisco de La Tôrre - Para 2017, esperamos um ano melhor, mas ainda depende muito dos novos acontecimentos políticos. 

 

RA - Este mês se comemora o Dia do Balconista de Autopeças. Quais as mais recentes conquistas deste profissional? 
Francisco de La Tôrre - O setor como um todo sai da informalidade, o que dá mais segurança ao profissional do varejo. A tecnologia possibilita acesso a catálogos eletrônicos, facilitando as consultas e permitindo uma venda mais assertiva e ágil. Além disso, o profissional, que se dedica e tem conhecimento técnico, é valorizado. O balconista é o cartão de visita da empresa, faz o primeiro contato com o cliente, sem dúvida, tem um papel essencial para o negócio. Uma das conquistas é o próprio reconhecimento do mercado ao criar uma data específica para celebrar o dia deste profissional. 
 

 

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Revista Reparação Automotiva Edição 140

29/05/2020

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