TOYOTA HILUX SW4 - Bateria explode após pane no regulador

 

Veículos de marcas japonesas são conhecidos pela grande confiabilidade, porém, nada é infalível, e defeitos complicados podem surgir volta e meia. 

 

O reparador Luiz Carlos Bailone, proprietário da Luizinho Reparações Automotivas, da cidade de São Paulo, precisou de muita paciência e conhecimento para descobrir o defeito de uma SW4 que foi parar de guincho na sua oficina, com um defeito um tanto “pitoresco”.
Bailone conta que o carro chegou sem funcionar, e, segundo o relato do cliente, a bateria tinha explodido. “Após ver a bateria danificada, o dono comprou e instalou outra, mas o carro não pegou mais. Por isso trouxe para nós”, recorda o reparador.

 

CURTO - Após o diagnóstico, Bailone constatou que o defeito foi gerado pelo regulador eletrônico de tensão do alternador, que entrou em curto e sobrecarregou a bateria. “Nunca havia visto algo assim”, comenta. Uma consequência do “estouro” da bateria foi a queima da central de derivação da caixa de fusíveis, de vários fusíveis e do comando do ar-condicionado.
“Eu acho que deveria haver um sistema de proteção para evitar esse tipo de sobrecarga na bateria”, comenta o reparador. O mais interessante é que a central de derivação da caixa de fusíveis, que é uma peça bem complexa e original, custou apenas R$ 100,00.

 

 

 

FREIOS - Segundo Bailone, outro cuidado é em relação aos freios. “Tem dono que só troca as pastilhas. Nós recomendamos trocar também os discos, pois quando se substitui somente o material de atrito, a vida útil cai drasticamente. Já vi casos em que foi preciso trocar tudo de novo após 10.000 km”, alerta.

 

 

 

 

MÓDULOS - Na oficina de Sergio Torigoe, o Centro de Diagnóstico Automotivo Torigoe, também na capital paulista, já apareceram alguns defeitos no módulo de comando dos bicos injetores e também no imobilizador. “Quando ocorrem problemas no módulo é complicado, a peça fica atrás da caixa de ar”, explica.

 

 

DIESEL - Apesar do ocorrido, Bailone diz que raramente realiza manutenções corretivas nesses modelos. Porém, é um carro que apresenta algumas pegadinhas, como a formação de água no filtro de diesel. “Sempre que fizer uma revisão, é importante drenar essa água”, recomenda.

 

OUTRAS DICAS 

 

1. LIMPEZA

Um dos motivos da perda de força do motor diesel é a carbonização da tubulação de admissão. Faça a limpeza sempre que o carro passar por uma manutenção preventiva. 

 

2. TURBO

Com o tempo, o sistema de geometria variável do turbo pode apresentar defeito, por causa da carbonização que se acumula no lado quente, que recebe os gases de exaustão. Quando isso acontece, o motor perde potência ao rodar em velocidades acima de 100 km/h. A luz da injeção também pode acender. Porém, quando o carro é desligado, tudo volta ao normal. Se constatado o defeito, a solução pode ser cara: trocar a turbina.

 

3. COMBUSTÍVEL

Cuidado com o combustível. O sistema de injeção da Hilux é bastante sensível à sujeira e diesel de má qualidade. Um defeito muito relatado pelos reparadores é falha na aceleração e a luz de injeção acesa na fase fria do motor. Na maioria das vezes, a causa é o travamento dos bicos por sujeira. Somente limpar ou trocar os bicos pode não resolver o defeito. Será preciso fazer uma avaliação completa, do tanque até os injetores.

 

4. RECALL

Também fique atento aos recalls do modelo:
Ano 1992 a 1996 - Substituição da barra de ligação do sistema de direção.
Ano 1997 a 2003 - Problema nos pivôs da suspensão dianteira.
Ano 2005 a 2008 - Troca da articulação da barra estabilizadora dianteira.
Ano 2005 a 2011 - Falha nos airbags.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Revista Reparação Automotiva Edição 141

29/05/2020

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