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Câmbio CVT e sua história

Câmbio CVT e sua história

O câmbio CVT está fortemente presente nos carros japoneses, mas apesar disso ele não é de origem oriental

O câmbio CVT está muito ligado as marcas japonesas, como Toyota, Honda e Nissan, sendo considerado um sinônimo de qualidade em carros automatizados. Apesar de ser uma tecnologia nova o primeiro protótipo veio em 1490, idealizado por Leonardo da Vinci. A Revista Reparação Automotiva vai contar um pouco da sua história.

Quais as diferenças do câmbio CVT com um câmbio automático

O câmbio de Transmissão Continuamente Variável, popularmente conhecido como CVT, funciona sem uma troca real de marchas. Ao contrário dos câmbios automático e manual, o câmbio CVT não tem engrenagens de transmissão e o aumento ou redução da marcha são realizados através de um cone hidráulico.

Primeiro modelo

Esse modelo de câmbio utiliza como conceito relações continuamente variáveil, aparecendo pela primeira vez na criação de Leonardo da Vinci, em 1940. O inventor italianos estudava meios para aperfeiçoar veículos movidos a força animal e humana.

Forte entre os caminhões, a DAF resolveu entrar no mercado de automóveis nos anos 1950 para satisfazer a alta demanda da Europa pós-guerra. Coube ao pequeno e ao pequeno e simpático DAF 600 estrear o câmbio Variomatic, variação da criação de Da Vinci, em 1958.

Daf 600 foi o primeiro a receber uma variação do câmbio CVT, o câmbio Variomatic
Daf 600 foi o primeiro a receber uma variação do câmbio CVT, o câmbio Variomatic

Variomatic, um câmbio CVT embrionário

O Variomatic é um primeiro estágio do conhecido câmbio CVT. Ele tinha relações continuamente variáveis, mas que nem se assemelhava com o funcionamento de uma transmissão. Localizado na parte de trás do veículo e acionado por um cardã, tinha sua relação por polias acionadas por dois tambores de vácuo.

As correias de borracha passavam pelas polias, enviando a força para outras polias ligadas às juntas homocinéticas, criando assim um efeito auto-blocante das rodas traseiras mesmo sem diferencial traseiro. 

A transmissão funcionava por fricção, o que produzia um assobio durante as mudanças de marcha. O motivo disso era porque as cintas de borracha ficavam folgadas e podiam patinar ou saltar conforme elas se desgastavam. Ainda tinham o agravante de elas ficarem expostas às intempéries sob o carro.

Variomatic, o embrião do câmbio cvt
Variomatic, o embrião do câmbio cvt

A tecnologia Variomatic teve diversas evoluções e foi utilizada pelos carros da DAF. As patentes de Van Doorne foram transferidas para uma empresa chamada Van Doorne Transmissie.

Em 1975, a divisão de automóveis da DAF e o CVT passou a ser usado pelo Volvo 340. Hoje a patente pertence à Bosch. 

Carros Japoneses

O câmbio CVT é muito associado aos carros japoneses, o primeiro a receber ele foi o Subaru Justy, em 1987. O modelo hatch era equipado com a versão moderna do variomatic, desenvolvida em conjunto com a Van Doorne, que tinha sido adquirida pela companhia japonesa anos antes.

Subaru Justy foi o primeiro a receber o câmbio CVT
Subaru Justy foi o primeiro a receber o câmbio CVT

Como esse câmbio funcionava: Ele possui correias metálicas, embreagem eletromagnética e dimensões mais compactas, o CVT da Subaru foi o primeiro com controle eletrônico. Agora o câmbio trabalharia sempre na relação certa para a rotação do motor. Na época de seu lançamento, ele era 10% mais eficiente que transmissões automáticas, mas 5% menos eficiente que um câmbio manual, por culpa do atrito interno do CVT.

Sua evolução aconteceu no gerenciamento eletrônico e na redução de atrito de seus componentes. Ao mesmo tempo, estas transmissões passaram a suportar mais torque. Nos últimos anos, ganharam simulação de marchas, passando a sensação de câmbio trabalhando.

Apesar das atualizações, a Audi já abandonou o criticado CVT Multitronic e a Toyota também estuda trocar o seu por sistemas automáticos e automatizados mais modernos e eficientes, com mais marchas e menor atrito interno.

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