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Qual o papel do ECM em um veículo de injeção eletrônica

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Qual o papel do ECM em um veículo de injeção eletrônica

A injeção eletrônica, como já explicamos no post “Qual a história por trás da Injeção Eletrônica”, é o sistema criado para melhorar o desempenho dos automóveis e diminuir a poluição que os carros emitiam, a montadoras desenvolveram o SISTEMA DE INJEÇÃO ELETRÔNICA, responsável por enviar o combustível de maneira controlada para o motor. Com a chegada de carros cada vez mais novos, é fundamental que o profissional além de conhecer detalhadamente o funcionamento do sistema, mantenha-se atualizado!

O ECM ou Engine Control Module, ou também conhecido como UCE (Unidade de controle Eletrônico) é o cérebro do sistema de injeção eletrônica, responsável por uma série de ajustes que tornam o sistema de injeção mais eficiente em relação a utilização de combustível e emissão de gases, além de auxiliar outros sistemas.

Lembrando que o sistema de injeção é composto por um ECM e um conjunto de sensores e atuadores que colhem informações sobre o funcionamento do motor para que a injeção opere sempre de acordo com as condições analisadas e responda aos comandos enviados pelo ECM.

Algumas variáveis que são analisadas para a tomada de decisão são: temperatura do motor, pressão velocidade, qualidade da mistura dos gases presentes na combustão entre outras.

O ECM recebe as informações e utiliza para comandar de maneira mais eficiente a bomba de combustível, os bicos injetores, a bobina de faísca, ventoinha de arrefecimento, motor de passo e válvula de purga do cânister.

Por esse motivo chamamos o ECM de cérebro do sistema, ele processa as informações recebidas pelos sensores e transforma em comandos eficientes para que a injeção seja controlada de maneira automatizada equilibrando eficiência e performance.

O Módulo de Controle Eletrônico, por sua vez, é comporto por diversos componentes como resistores, capacitores e diodos, processadores e memórias ROM (Read Only Memory) e RAM (Random Access Memory).

É na memória ROM que são gravados os dados de fábrica do motor. Estes dados servem de parâmetro para que o ECM consiga identificar se tudo está acontecendo da melhor forma ou registrar que algo está fora de sua normalidade.

Já a memoria RAM armazena as informações sobre o motor durante o seu funcionamento. Essas informações são comparadas com as informações que estão na ROM a todo momento a fim de otimizar o funcionamento do sistema de injeção eletrônica. A memória RAM também é chamada de volátil, uma vez que seus dados são apagados logo após o fim da alimentação elétrica.

O processador possui a mesma função que conhecemos nos computadores, executar as tarefas de interpretação, leitura e gravação das memorias o mais rápido possível. Ele é responsável por interpretar as informações e converte-las em comandos em alguns milésimos de segundos.

A principal função do ECM é coletar as informações dos sensores e analisar com as informações de fábricas, alocadas na memoria ROM e diagnosticar rapidamente se algo está operando fora dos padrões considerados ideais.

Quando alguma falha é detectada, o módulo manda o comando de emissão de alerta ao motorista por meio de luzes indicadoras no painel do veículo.

O profissional reparador de módulos consegue identificar exatamente onde está a falha e qual o código de falha através do uso de scanners eletrônicos e sistemas de detecção de falhas.

Entre os componentes que se comunicam com o módulo ECM e podem ter suas falhas diagnosticadas estão os módulos de ABS, o controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e os módulos de transmissão manual. Lembrando que, à medida que novos modelos e tecnologias são lançados, mais interligados ficam os sistemas, tornando o ECM cada vez mais vital para o bom funcionamento do veículo.

Por esse motivo, podemos dizer que o ECM tem um papel fundamental na facilidade do dia a dia dos profissionais da área automotiva por centralizar diversas informações importantes referente ao funcionamento do veículo, tornando a identificação de falhas muito mais rápida.

Vale destacar que os veículos mais modernos possuem como cérebro o PCM, ou Powertrain Control Module. Ele é responsável por controlar todas as funções do veículo. Por se tratar de uma tecnologia mais atual, o PCM é mais robusto e consegue controlar ainda melhor todas as diferentes funções do motor como a relação de mistura do ar e combustível, ajustando o equilíbrio da mistura e gerando um consumo mais otimizado; o tempo de ignição, recuando o acelerador para que a mudança da marcha ocorra de maneira mais suave; o tempo da marcha lenda, fazendo com que o RPM não ultrapasse o necessário do veículo ocioso, mantendo a distribuição da energia linear para não prejudicar os sistemas auxiliares e de conforto como o ar-condicionado, além de monitorar todo o desempenho através do processamento dos dados enviados pelos sensores como a temperatura do motor, nível de óleo, entrada de ar e etc.

Porém, grande parte dos veículos em circulação, possuem o ECM como controlador principal do motor, e por isso um profissional de manutenção de módulos precisa estar atento a todas as atualizações que o mercado entrega e estar pronto para aprender sobre as novas tecnologias automotivas.

Os componentes de um ECM são projetados para ter longa durabilidade, mas alguns fatores externos como falhas na alimentação de energia, aterramento defeituoso, curto-circuito nas conexões; altas temperaturas; vibrações excessivas e corrosão, podem acelerar o processo de desgaste.

Caso a troca dos componentes defeituosos não forem necessários para sanar o problema com o módulo, a troca deve ser efetuada seguindo alguns critérios. Para que o carro reconheça o novo módulo, é preciso que este seja programado exatamente com os mesmos dados de fábrica que o anterior. Qualquer divergência de informação pode interferir diretamente no funcionamento do motor e até mesmo ativar o modo antifurto, presente em alguns modelos. Por isso, fique atento aos equipamentos e as informações de programação da central, que muda de modelo para modelo, de fabricante para fabricante.

É importante saber exatamente como funciona cada componente e qual o papel de cada um deles dentro do funcionamento do veículo para facilitar o diagnostico do profissional. Estar atualizado e acompanhar as mudanças do mercado automobilístico é primordial para manter-se alinhado com as necessidades desse nicho.

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