Cinco passos para avaliar a lucratividade da sua oficina –

Cinco passos para avaliar a lucratividade da sua oficina

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Cinco passos para avaliar a lucratividade da sua oficina

Cinco passos para avaliar a lucratividade da sua oficina

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Para quem me acompanha aqui, sabe que eu escrevo sobre o meu dia a dia. Tudo o que acontece comigo, com os clientes e com as mais diversas pessoas do segmento automotivo. Isso é o que me inspira a escrever e compartilhar com vocês. Nesta edição, vou responder de forma simplificada, os passos de como identificar a lucratividade da sua oficina.

Passo 1: Levante o quanto você vendeu em serviços próprios, serviços de terceiros e em venda de peças na oficina. A soma destes valores será a base, ou seja, representa 100%.

Passo 2: Do valor do passo 1, desconte todos os gastos que são caracterizados como gastos com dedução das vendas. Os mais freqüentes são: tributos, comissão sobre vendas, tarifas de operadoras de cartões, tarifa de gerenciadoras de frotas, entre outros.  Assim você obterá o valor de venda líquida.

Passo 3: Deste valor de venda líquida, desconte os gastos estão relacionados diretamente ao seu volume de venda e de capacidade de produção. Na maioria: gastos com serviços de terceiros, gastos com a folha de pagamento dos profissionais do pátio da oficina, gastos com as peças vendidas, gastos com materiais de uso e consumo na oficina, entre outros correlacionados. Agora você já tem o valor do lucro bruto, ou, da margem de contribuição, que é o nome técnico.

Passo 4: Do valor obtido, vamos descontar os gastos que são os “fixos”, os necessários para o funcionamento da operação da empresa, independente do volume que a empresa venda. São os gastos, como os funcionais: energia elétrica, água, telefones, internet, software, contabilidade, assessorias diversas, manutenções predial, de equipamentos, de veículos, como exemplo; gastos com pessoal: folha de pagamento do pessoal administrativo, de vendas, gastos com benefícios, encargos de funcionários e demais correlacionados e por fim, gastos societários como: pró-labore, encargos, benefícios e demais que não estão diretamente relacionados ao resultado gerado. Chegamos até o resultado operacional. Se ele for positivo (e eu desejo que sim), é o valor de lucro e se for negativo é o valor do prejuízo. Percentualmente você identifica dividindo este valor pelo total vendido. Então você obterá o resultado operacional monetário e o percentual.

Passo 5: Agora, vamos avaliar como você emprega o resultado operacional gerado pela sua oficina. Estes gastos não estão ligados a custos ou despesas. Não são relacionados com a capacidade produtiva e com a venda da empresa.  Para chegar a este valor, levante os gastos financeiros como empréstimos, dívidas, juros de antecipação de recebíveis, entre outros; some os gastos com (re) investimentos, como equipamentos, novos produtos, prédio, veículos,… e os gastos com distribuição dos resultados, como premiação de equipe, distribuição entre sócios e tantos outros.  Este novo resultado será o valor que você perceberá a curto e médio prazo no caixa da empresa.

Assim, de forma bastante objetiva, você pode sim, levantar e analisar o resultado de lucratividade da sua oficina. Estruture estes grupos e analise até onde está satisfatório para você. Do valor vendido, descontado as deduções das vendas e os gastos diretos, chegou a um valor satisfatório de lucro bruto? Deste valor, pagando os gastos de funcionamento, o quanto sobrou de resultado operacional (Lucro ou prejuízo)? Este resultado foi o suficiente para saldar os gastos do passo 5 e ainda gerar sobra em caixa? Esta sobra é o que você esta acumulando de capital de giro. Pense nisto! E se de base nesta orientação, você tiver dúvidas, ou precisar de maiores informações sobre o mercado ou seu resultado, entre em contato pelos nossos canais de atendimento. Esta é nossa especialidade e estamos aqui para te auxiliar.  

por Karine Quinjalmo, mãe do Enzo, mentora de soluções em sistemas para a reparação automotiva, especialista em processos e custos, mentora e consultora empresarial e diretora da Oficina Mais Sistemas de Gestão. www.oficinamais.com.br


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