Umicore destaca peculiaridades dos catalisadores para veículos híbridos

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Umicore destaca peculiaridades dos catalisadores para veículos híbridos

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A frota nacional de carros híbridos ou elétricos alcançou mais de 40 mil unidades em 2021, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Levando em conta apenas os híbridos, o Brasil conta com aproximadamente 20 modelos à venda e esse mercado vem aos poucos ganhando terreno no País. Esses veículos contam com determinadas características distintas dos tradicionais, sendo uma delas em relação ao catalisador. A Umicore, empresa especialista em tecnologias para controle de emissões veiculares e principal fabricante da peça, explica.

Montado dentro de uma cápsula de aço inox e instalado no sistema de exaustão dos veículos automotores, o catalisador possui um núcleo cerâmico ou metálico que contém platina, paládio e/ou ródio. Por meio de reações químicas, o componente possibilita a transformação de até 98% dos gases tóxicos, como Óxidos de Nitrogênio (NOx), Monóxido de Carbono (CO) e Hidrocarbonetos (HC) provenientes da queima do combustível em substâncias inofensivas.

Nos veículos híbridos, que têm um motor a combustão e um elétrico, a atuação do catalisador para o pós-tratamento é mais exigente. Nos momentos em que o carro está funcionando apenas com o motor elétrico, a temperatura do sistema de escapamento e do motor a combustão caem, uma vez que não há queima de combustível.

“Quando a bateria descarrega, o motor a combustão entra em operação, exigindo que o catalisador seja acionado rapidamente. Essa ação requer tecnologias de catalisador de rápido light-off, onde as cargas de metais preciosos precisam ser otimizadas para superar essa temperatura mais baixa do sistema de exaustão e assim atender aos limites de emissões”, explica Miguel Zoca, gerente sênior de Aplicação do Produto da Umicore.

Manutenção em dia 

Seja em um veículo híbrido ou com motor a combustão, o catalisador é concebido para durar no mínimo 80 mil quilômetros, para veículos produzidos até 2021, e 160 mil quilômetros para os produzidos a partir de 2022. Entretanto, o componente pode ter a sua vida útil reduzida pelo desgaste de outras peças, como as dos sistemas elétrico, de ignição e de injeção com problemas.

“Reforçamos sempre que é fundamental realizar revisões periódicas no carro, seguindo o manual do fabricante, e se atentar à qualidade e boa procedência do combustível, para garantir ou ainda prolongar a vida longa do catalisador”, finaliza o especialista.

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