Inicio de ano com emplacamentos em queda – MERCADO

Inicio de ano com emplacamentos em queda

Inicio de ano com emplacamentos em queda

Queda nos emplacamentos em janeiro de 2021

Foto: Divulgação Detran-SP.

A produção de autoveículos e as vendas de automóveis novos e usados sofrem queda no primeiro mês do ano

Por: Redação / Fotos: Divulgação

No inicio do mês de fevereiro a ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou que a indústria automobilística em janeiro produziu 199,7 mil unidades. Isso representa crescimento de 4,2% sobre janeiro de 2020, porém, recuou 4,6% em relação a dezembro. As exportações somaram 25 mil unidades embarcadas, assim o crescimento foi de 21,9% sobre o mesmo mês do ano passado, mas a queda foi de 34,8% em relação ao mês de dezembro.

Já os emplacamentos de veículos novos tiveram baixa mais acentuada em janeiro. O levantamento da  FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) registrou emplacamentos, isso considerando todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), de 274.093 unidades, o que representa uma queda de 8,16% na comparação com janeiro do ano passado (298.459 unidades). Ao comparar com dezembro de 2020 (363.142 unidades), o resultado também foi de retração ainda maior, de 24,52%.

As transações de veículos usados, também considerando todos os segmentos automotivos, apresentaram retração de 4,17% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2020.

Ranking dos emplacamentos em Janeiro/2021

Ranking dos emplacamentos acumulados até Janeiro/2021

Ao todo, foram transferidas 1.159.997 unidades, em janeiro de 2021, contra 1.210.465, em janeiro de 2020. Na comparação com dezembro do ano passado, o resultado foi uma retração de 27,15%, quando foram transferidas 1.592.248 unidades. “O mês de janeiro é, tradicionalmente, mais fraco em vendas de veículos, em função das despesas de início de ano das famílias, como as escolares, por exemplo. O agravamento do COVID-19 e o esgotamento das redes hospitalares, em algumas localidades, têm retornado o comércio à fase vermelha, o que limitou a atuação das Concessionárias nos finais de semana, principalmente, no final de janeiro. Tudo isso impacta nos resultados, e ainda temos, pela frente, o aumento o ICMS para veículos usados, no Estado de São Paulo, que representa quase 40% das vendas de usados do País”, avalia Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave.

Aumento de ICMS em São Paulo gera incertezas

Em janeiro ocorreu o aumento das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado de São Paulo. Segundo Assumpção Júnior da FENABRAVE, a alíquota do ICMS, sobre veículos novos, passou de 12% para 13,3%, e, para os veículos usados, o aumento foi de 207%, saltando de uma alíquota de 1,8% para 5,52%. “Isso inviabiliza o mercado formal, ameaça o fechamento de empresas, compromete empregos e ainda onera o preço dos carros aos consumidores/contribuintes. Tudo isso em meio a uma pandemia que ainda assola a economia”. Ele explica o impacto na venda de veículos usados e seminovos. “Antes, um veículo usado, comercializado a R$50.000, com margem bruta de R$5.000,00, tinha alíquota de 18% equivalente a 1,8% do valor total do bem comercializado arrecadando, assim, R$ 900,00 na operação. Com a elevação de 207%, na alíquota do ICMS, no mesmo exemplo, de uma venda de veículo usado de R$ 50.000, a alíquota de 18% passou a incidir sobre R$ 15.530 e não mais sobre R$5.000,00, gerando uma carga equivalente a 55,3% sobre a margem bruta, totalizando arrecadação de R$ 2.765,00 ao invés dos R$900,00 anteriores”.

No mês de janeiro ainda foi comunicado que a Ford Motor Company encerrou as atividades de produção no Brasil e passou a ser importadora de veículos. O mesmo ocorreu com a Mercedes-Benz automóveis que fechou a unidade produtiva de Itirapina (SP), em dezembro de 2020. Já no inicio de fevereiro foi a vez da Audi encerrar a produção do sedã A3 em São José dos Pinhais (PR).

Estas medidas estão relacionadas a queda nas vendas e baixa produtividade provocada pela pandemia do COVID-19.

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