Diagnóstico e troca do sensor TPMS – Revista Reparação Automotiva

Diagnóstico e troca do sensor TPMS

Cada vez mais comum nos veículos, o sensor TPMS, é responsável por enviar a informação da carga dos pneus ao painel

Por: Wanderlei Castro/ Texto técnico: Alex Tadeu- Instrutor ARB Treinamentos Automotivos

Nos veículos modernos, inclusive nos modelos de entrada, é possível verificar a calibragem dos pneus no painel, ou quando a carga baixa acende uma luz de aviso.

O responsável por enviar esta informação é o sistema TPMS (Tyre Pressure Monitoring System-sistema de vigilância da pressão dos pneus).

Este sistema é eletrônico e está embutido, além de mostrar a carga, também alerta quando ela está fora do mínimo recomendado em tempo real.  

Alex Tadeu, Instrutor da ARB Treinamentos Automotivos, explica como funciona este sistema. “Em alguns casos são cinco sensores, pois ele é colocado também na roda sobressalente, o estepe, e eles necessitam de cuidados”.

O instrutor fala que são dois tipos de sistemas TPMS. “O sistema indireto está no sensor do ABS e o direto de medição. Neste segundo caso é colocado um sensor em cada roda. Para identificar é necessário utilizar um equipamento de leitura do sensor, ou ter a documentação de ajuste básico do sistema indireto”.

Mas dependendo do modelo é possível fazer o teste também pode ser feito dentro do carro.

Procedimento de teste dentro do carro

Quando a luz indicadora do painel estiver acesa (9460) de maneira permanente, o reparador deve testar os sensores durante a rodagem e verificar se ela apaga.

Quando a luz ficar piscando, isso quer dizer que os sensores mandam a frequência corretamente para o módulo, porém um deles, ou todos, pode estar na posição errada. Isso costuma ocorrer quando é feito o rodízio dos pneus, até mesmo, após ele for reparado por causa de um furo.

Nestas situações, é preciso reinicializar o sistema, o que pode ser feito no próprio carro, ou seja, de forma manual.

Reinicializarão do TPMS   

Nesta reportagem utilizamos a ferramenta TPMS (9444), para agilizar o processo, ou seja, com a ferramenta o teste do sensor é mais rápido. Ela também permite fazer o ajuste básico caso o sensor tenha alguma anomalia.

Após verificar no painel a indicação de anomalia no sistema TPMS, o próximo passo é fazer a análise do sensor com o equipamento. Assim é possível identificar se possui ou não sensor, inclusive se é direto ou indireto. No caso do Chevrolet Cobalt o equipamento é colocado diretamente no sensor. Isso permite identificar se realmente o sensor está dentro do pneu, antes de desmontar um que esteja funcionando.

No equipamento, após identificar a marca Chevrolet, selecione o modelo, no caso Cobalt.

Depois da seleção, é só testar o sensor, em qualquer um dos pneus. Ao aproximar o equipamento, ele faz a medição da freqüência enviada pelo sensor instalado dentro do pneu. Ao fazer ativação ele mostra o endereçamento do sensor, a pressão dentro do pneu e qual é a freqüência, inclusive a temperatura e a condição da bateria interna do sensor.

Observação

O TPMS só faz o monitoramento da pressão interna, ele não faz ajustes básicos, não enche o pneu. Ele só determina qual é a pressão que está dentro do pneu. Esta medição é feita através de um software exclusivo instalado no carro e identifica qual é a pressão correta.

Sendo assim, há veículos que trabalham com 30 PSI, 35 PSI ou 38 PSI, isso varia de acordo com o carro e sistema.

Diferenças entre TPMS direto e indireto

No TPMS direto, igual a este mostrado nesta reportagem, os sensores estão nas rodas, cada um com um número de identificação. Isso ocorre para que a unidade de comando faça essa identificação, em qual posição esses sensores estão instalados. Por isso é necessário utilizar a ferramenta de análise do TPMS para identificar qual é o sistema do carro.

Enquanto que o TPMS indireto o nome identifica que é uma medição indireta da pressão do pneu. “Neste caso não há o sensor na rota de medição. Essa medição ocorre através do sensor do ABS, ou seja, pela rotação da roda, ele identifica através de uma frequência de ressonância muito bem elaborada e complexa. Essa informação é enviada para a unidade de comando. O item que faz esse controle do TPMS indireto é a unidade de comando do ABS”, explica Alex Tadeu.

Unidade de comando exclusiva

Nos veículos com o sensor TPMS Direto os sensores estão nas rodas e a unidade de comando é exclusiva para essa medição. No TPMS indireto o sensor do ABS e a unidade de comando fazem essa medição indireta. “Por isso é importante ter a ferramenta para reconhecer o sistema, identificar a documentação técnica e determinar qual é o tipo de monitoramento de pressão que é utilizada pelo veiculo”, fala o instrutor.

O furo na válvula é onde é feito o enchimento do pneu. Já o no canto direito serve para fazer o cálculo da pressão, ou seja, a pressão medida que informa para unidade de comando através de frequência.

Na parte redonda está acoplada a bateria interna do sensor. Em média, a vida útil de um sensor é de quatro a cinco anos. Dependendo do sensor pode chegar até 7 anos.  Dentro do sensor TPMS há um sensor de inércia, pois ele só consome a bateria quando mandar a frequência, com o carro em movimento. Por isso, quando ele está parado não há o envio da freqüência e consequentemente o consumo da bateria.

Teste do sensor TPMS

Antes de colocar o sensor, ele pode ser testado com a ferramenta de diagnóstico TPMS. Para isso, selecionar teste do sensor, conferir se a configuração é a correta para o tipo de sensor e deixá-lo próximo ao equipamento para fazer a leitura da freqüência.

Ele induz o sensor a funcionar, mostra o PSI, no caso zero, as condições da bateria, temperatura e o código do sensor que é o código de identificação para leitura da unidade de comando.

Substituição do sensor TPMS

Ao desmontar o pneu da roda, cuidado ao usar as espátulas para retirar o pneu, pois elas podem danificar o sensor, já que ele está instalado dentro do conjunto. O ideal é utilizar a máquina para soltar o pneu da roda. Caso não seja possível, as espátulas devem ser colocadas longe do sensor para não danificá-lo.

E mesmo na máquina, a ferramenta de retirada do pneu deve ser colocada longe do sensor. Isso porque algumas rodas têm a aborda fina e o sensor interno está próximo da borda, assim a possibilidade de quebrar é grande.

Com a roda na máquina desmontadora, deixe o sensor longe de qualquer parte manual da máquina. Nesta roda é possível (9414) fazer a troca do sensor sem tirar o pneu da roda. Há veículos que é obrigatório tirar o pneu para fazer a substituição do sensor.

Atenção!

Quando utilizar a espátula e a ferramenta da máquina para soltar a borda do pneu da roda afastar o sensor, e colocar a espátula do lado oposto, isso evita a quebra ou qualquer dano físico.

Em seguida soltar a primeira parte do pneu da roda. Para soltar a segunda parte do pneu da roda, muito cuidado com sensor. “Alguns sensores são grandes e ao fazer o movimento do pneu ele pode quebrar o sensor internamente, pode quebrar a base dele. Para evitar problemas, usar a alavanca para soltar a borda e passar primeiro o pneu pelo sensor”, alerta o técnico.

Programação do sensor TPMS

Após retirar o sensor danificado e substituí-lo pelo novo é necessário programá-lo. “O trabalho de programação pode ser feito de suas formas. A primeira com um equipamento do TPMS, neste caso repita o procedimento de teste do sensor. Já a segunda forma é realizar o processo de maneira manual diretamente no carro”, cometa Tadeu da ARB.

Segundo ele, o equipamento informa o passo a passo deste processo. Para isso acessar assistência do TPMS. No caso do veículo Chevrolet ligue a ignição. Na alavanca de seta, aperte a função Menu.

No painel aparece a função de programar pneu. Aperte o botão da chave de seta na lateral esquerda, e segurando ele vai dar dois toques na buzina e vai acender a luz indicadora (9454) do lado que é necessário programar o sensor. Este processo deve ser feito nos quatro sensores.

Depois altere a pressão dos pneus, isso faz com que ele identifique que a pressão foi ajustada, ou seja, aquele sensor foi identificado e ele vai levar o endereçamento do sensor.

Ao chegar na última roda, a traseira esquerda, ele vai finalizar o sistema e a luz continua acesa. Ela só vai apagar depois de fazer um teste de rodagem.  

“É muito importante ao fazer uma manutenção, a troca do pneu, ou até mesmo o rodízio de pneus, caso essa luz fique acesa, é preciso reiniciar o sistema, não só para a troca do sensor. É necessário fazer um teste de rodagem, porque um sensor só consegue mandar frequência se o carro estiver rodando. O veículo parado não consegue mandar frequência. É possível identificá-los, porém, ele não faz a medição da pressão do pneu”, afirma o instrutor da ARB Treinamentos.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique no link e confira a matéria em vídeo na TV Reparação Automotiva https://bit.ly/3oahk5E

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